Você não está atrasado: 7 passos para aprender IA em menos de 30 minutos

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Você não está atrasado: 7 passos para aprender IA em menos de 30 minutos

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Deu Você não está atrasado: 7 passos para aprender IA em menos de 30 minutos0: 00 / 0: 00Apesar do barulho em torno da inteligência artificial, a adoção ainda está longe de ser universal no Brasil: só 32% das pessoas dizem já ter usado IA, em geral para tarefas pessoais, segundo a TIC Domicílios, pesquisa do Cetic, um departamento do NIC. br. No novo episódio de Deu, o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes estreia o quadro “Você ainda não tá atrasado” e explicam, em passos práticos, como aprender IA generativa. O primeiro passo para você lidar com inteligência artificial é falar a língua das máquinas. Apesar de parecer que ela fala português, não é português, é “sabor português”. Um dos principais erros do ser humano ao lidar com a máquina é achar que ele está falando com um amigo, com um familiar, ou seja, com uma pessoaHelton Simões Gomes1) Fale a língua das máquinasO prompt, a instrução feita para a IA, não é uma mensagem aleatória.

Deve ter três partes: personagem incorporado pela AI (a especialidade a ser emplacada por ela), contexto com intenção e formas de interpretar (o que você quer de fato) emissão (a entrega esperada, com detalhes). Como são grandes modelos de linguagem, ChatGPT e Gemini tentam adivinhar o próximo passo, como o autocomplete do Google, mas de forma diferente. Dentro dele existe um cálculo estatístico probabilístico de calcular sempre a próxima palavra. Quando você coloca o seu prompt, o que o modelo está fazendo é, a partir desse prompt, computar qual é a próxima palavra e ele vai gerando respostas. Então, às vezes, ela pode acertar e trazer uma resposta ótima, como às vezes ela pode errar.

Na verdade, não são palavras, são tokens, pedacinhos de palavras que a inteligência artificial vai encaixando uma depois da outra. Diogo Cortiz2) Escolha uma IA de cabeceiraNão existe uma única e melhor IA, diz Diogo: o desempenho tende a ser parecido, e o que muda são funções e integrações. Ele cita Gemini, ChatGPT e Claude como opções populares e lembra de uma alternativa brasileira, a Maritaca, além de modelos chineses como DeepSeek e Qwen. Na hora da escolha o que Helton recomenda é testar ferramentas e observar critérios como cadência (ritmo), “personalidade” do texto, utilidade (se vai direto ao ponto) e sinais de lacunas de informação. Ele também alerta para técnicas que tentam prender o usuário na conversa.3) Crie bons contextos para a IA não precisar interpretar nadaOs apresentadores também insistem no peso do contexto: quanto mais informação relevante você dá à ferramenta, mais ancorada tende a ser a resposta.

“A IA precisa computar, não compreender sua intenção”, diz Helton. Essa parte crucial das instruções deve conter três partes: Memória: você pode citar informações do histórico da conversa, os documentos, os dados e as fontes que você já submeteu à IA, mas deve atinar para que tudo isso esteja no mesmo chat da conversa. É a chamada “janela de contexto”.

Ou seja, se você quiser usar uma informação enviada ao mesmo chatbot, mas o dado estiver em outra conversa, a IA não vai recuperá-la naquele chat; Ações: essas são as tarefas externas a que a IA pode recorrer para fazer o trabalho pedido por você; pode ser: pesquise na web, ache um arquivo no meu Drive, escreva um código, crie um documento no Notion; Prompt: é o momento em que você condensa tudo em instruções claras e objetivas.4) Pense como a IAAinda que seja uma ferramenta, a IA não tem funcionamento determinístico, ou seja, pode produzir resultados imprevisíveis. Saber como ela “pensa” faz você tirar melhores benefícios da máquina. Começar do nada é difícil, mas um exercício ajuda a compreender como o robô soluciona problemas.

Após uma tarefa concluída, pergunte: “o que fez e por que escolheu essa resposta?”. A IA provavelmente vai explicar sua lógica, sua cadeia de ações, por que escolheu uma coisa e como essa coisa levou a outra. Se você não tiver tanta paciência, alguns hacks podem fazer a IA trabalhar para adaptar o seu pensamento para assumir uma forma que ela compreenda melhor: Descubra a cadeia de pensamento: escreva o seguinte prompt “pense passo a passo, mostre seu raciocínio e me dê uma resposta final e concisa”; Faça a IA entender ao certo o que você quer: escreva o seguinte promt “me pergunte três perguntas que esclareçam minhas ideias para vocês. Pergunte uma de cada vez, combine as resposta e tente o meu prompt de novo”Refine a sua proposta antes de a IA responder: escreva o seguinte prompt “antes de responder, proponha duas versões afiadas da minha pergunta e me pergunte qual delas eu prefiro”5) Faça a IA virar um especialistaNão tem nada mais incômodo que uma IA dando respostas genéricas.

Dá para contornar isso e levar o chatbot para longe do pensamento mediano ao direcioná-lo para insights de experts ou pensamentos com profundidade. Uma dica é incluir no prompt inspirações que você já conhece e podem ser construtivas para seu projeto. Basta citar nominalmente algum especialista ou personalidade na área que possui ideias interessantes. Se você não souber, pergunte à IA antes de construir o prompt.6) Verifique os errosNão existe um botão para fazer a IA deixar de cometer erros, inventar dados ou enrolar.

Esse tipo de comportamento faz parte do funcionamento dela. Se tem um termo que é utilizado muito dentro da área de inteligência artificial, é a alucinação: quando a inteligência artificial dá uma resposta super acertadinha, com uma certeza enorme, mas aquela resposta está errada. Isso acontece porque a gente está falando de uma ferramenta probabilística. Se ela não tem certeza de um fato, ela vai para o mais provável. Diogo CortizÉ possível, porém, detectar os erros para não levá-los para uma tarefa profissional ou o trabalho escolar.

Lembre-se: para a IA fazer o trabalho direito, você também precisa fazer sua parte. Se você não sabe por onde começar a checar as informações do chatbot, experimente isso: Faça suposições: alguma coisa soa errada ou estranha? Anote e pesquise na internet; Cheque a fonte: pergunte de onde a IA tirou determinada informação.

Mas faça isso com método: peça URL, título do artigo, uma citação do texto e aí você mesmo pode checar; Contra-evidência: se uma afirmação parece boa demais para se encaixar na sua tarefa, peça à IA para buscar fontes que discordem do argumento e que ela explique as contradições; Audite cálculos: se números foram usados para chegar a uma resposta, peça à IA para refazer as contas ou os códigos; Conduza verificações cruzadas entre modelos: rode o mesmo prompt em ChatGPT, Gemini e Claude; jogue o resultado de uma IA na outra e peça para ela criticar ou para verificar as alegações apontadas.7) Force a IA a produzir insights originaisA IA é excelente em produzir considerações genéricas, algo que bastará para a maioria das pessoas. Mas é possível forçá-la a trazer ângulos novos, insights interessantes, considerações que farão seu trabalho soar mais interessante. E há uma técnica para extrair do trabalho da IA características mais notórias: Originalidade: veja a resposta e, se não houver uma ideia não óbvia nela, instigue a IA com esse prompt: “me dê três ângulos que ninguém nunca pensou.

Rotule um como ‘arriscado’ e recomende um que você goste mais”Concretude: há exemplos, nomes e números que fazem sentido? Se não houver, peça o seguinte: “cada afirmação com um exemplo real”Irrefutabilidade: o raciocínio é lógico? Se não for, pergunte: “me mostre sua lógica em três pontos; forneça evidência”; Assertividade: há declarações pouco firmes e sem posicionamento claro?

Se sim, provoque assim: “não me diga o que eu quero ouvir, tome partido, estabeleça sua tese, defenda-a e depois estabeleça o melhor contra-argumento”. Alexa ficou burra? Faça assistente da Amazon responder como o ChatGPT0: 00 / 0: 00A Alexa “andou burrinha” para tarefas que antes pareciam simples, como responder perguntas e sugerir caminhos. No novo episódio de DEU, o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que isso acontece e o que dá para fazer. Segundo os apresentadores, a sensação de piora fica mais evidente depois que chatbots como ChatGPT e Gemini acostumaram o público a respostas longas e contextuais.

Já as assistentes tradicionais seguem presas a comandos e “regrinhas”, o que limita conversas mais nuançadas. Isso mostra a limitação desse tipo de aplicação, que acho que em algum momento da história a gente achou que isso era inteligência artificial. Quando a Alexa foi lançada, acho que a gente criou uma espécie de projeção: “Olha, ela conversa com a gente”. Mas, na verdade, hoje, com o avanço dos modelos de linguagem, desses chatbots, a gente consegue ver claramente que ela é super limitada, bem burrinha mesmo. Diogo CortizLula e Bolsonaro: o segredo por trás das dancinhas nas redes sociais0: 00 / 0: 00Vídeos de “dancinhas” com figuras improváveis – como Donald Trump com Vladimir Putin, ou Lula com Jair Bolsonaro – viralizam nas redes e confundem quem assiste.

Mas não se engane: por trás desse gingado tem muita inteligência artificial. No novo episódio de DEU, o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes não só explicam como chegar a esse resultado como contam como funciona a tecnologia de robôs capazes de fazer humanos dançarem sem sair do sofá. Não está dando mais pra saber se as coisas são reais ou não. Acho que o “ver pra crer”, como a gente já discutiu aqui, morreu. Diogo CortizDEU Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do e nas plataformas de áudio.

Assista ao episódio da semana completo.0: 00 / 0: 00 O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do.

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