Planeta Nove: Novo telescópio pode finalmente desvendar mistério do Sistema Solar

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Planeta Nove: Novo telescópio pode finalmente desvendar mistério do Sistema Solar

📸 Créditos da imagem: Dotted Yeti/Shutterstock

O Observatório Vera Rubin, instalado no topo de uma montanha no norte do Chile, iniciou suas operações em junho de 2025 com a missão de revolucionar nossa compreensão do universo. Uma de suas principais metas é esclarecer se existe um misterioso nono planeta nas regiões externas do nosso Sistema Solar – uma questão que divide a comunidade científica desde 2016. Em uma reportagem da BBC, os astrônomos Konstantin Batygin e Michael Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), defendem que um planeta com cerca de dez vezes a massa da Terra se encontra nas regiões externas do Sistema Solar. Eles baseiam essa hipótese no comportamento anômalo de seis objetos transnetunianos (TNOs) distantes – corpos gelados que orbitam o Sol além de Netuno, no Cinturão de Kuiper.

Evidências de um planeta invisívelEsses TNOs muito distantes apresentam órbitas anormalmente inclinadas e alongadas, sugerindo que podem estar sob a influência gravitacional de um vizinho maior. “Se não existir o Planeta Nove, não temos mais explicações para muitos eventos estranhos”, afirma o professor Brown para a BBC. A ironia da situação é notável: Brown, principal defensor de um novo planeta misterioso, é o mesmo astrônomo cujo trabalho foi fundamental para destituir Plutão do status planetário duas décadas atrás. Em 2005, Brown e dois colegas descobriram Éris, um objeto do tamanho de Plutão que orbita além de Netuno, influenciando a decisão da União Astronômica Internacional de reclassificar Plutão como planeta anão em 2006. Os desafios da detecçãoO grande problema com a ideia do Planeta Nove é que ninguém fez uma observação confirmada até hoje.

Batygin e Brown usaram modelos computacionais para sustentar sua hipótese, já que o planeta estaria extremamente distante – cerca de 20 vezes mais longe do Sol do que Netuno, levando até 20 mil anos terrestres para completar uma única órbita. Algo tão distante do Sol reflete pouquíssima luz, tornando-o incrivelmente fraco. Além disso, os cientistas preveem que a órbita do Planeta Nove seria bastante estranha – altamente elíptica e inclinada, diferente das órbitas quase circulares dos oito planetas conhecidos. Uma nova esperança tecnológicaAs perspectivas de detecção podem estar prestes a mudar.

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