Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

📡 Fonte: Tecnoblog 🏷️ Segurança 🤖 Auto
Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

📸 Créditos da imagem: Mozilla usou inteligência artificial para varrer o código do navegador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Novo navegador do Mozilla é lançado com correções de segurança

A Mozilla lançou o Firefox 150 ontem (21/04), mas desta vez com um diferencial nos bastidores: 271 falhas de segurança foram corrigidas após análise de uma IA.

O feito foi possível graças ao acesso antecipado ao Claude Mythos Preview, o mais novo e avançado modelo de IA da Anthropic, que vasculhou todo o código do navegador.

A parceria entre as duas empresas já vinha rendendo frutos. No mês passado, a equipe usou um modelo anterior da Anthropic para encontrar 22 bugs críticos no código do Firefox 148.

O salto expressivo em poucas semanas, no entanto, revela o real poder de fogo do Mythos.

A fundação indicou que a nova ferramenta consegue compreender a complexa lógica de programação tão bem quanto os melhores pesquisadores do mercado.

IA da Anthropic ajudou a poupar recursos

Historicamente, a vantagem sempre pendeu para o lado dos invasores.

Como explicou o diretor de tecnologia do Firefox, Bobby Holley, em entrevista à revista Wired, eles só precisam achar uma única brecha esquecida no sistema para causar um desastre, enquanto a defesa precisa blindar toda a estrutura.

Antes de IAs como a Mythos entrarem em cena, as defesas combinavam isolamento de processos e testes automatizados, o que nem sempre funciona para analisar a fundo o código.

A saída até aqui era contratar especialistas humanos, gastando mais tempo e dinheiro.

Alerta para o ecossistema de código aberto

Se até uma gigante como a Mozilla precisou mobilizar uma força-tarefa, o cenário acende um alerta para o software livre.

Grande parte da infraestrutura da internet, por exemplo, roda sobre projetos de código aberto (open source), muitos deles mantidos por grupos de voluntários.

O executivo da Mozilla Raffi Krikorian publicou um artigo no The New York Times alertando para o risco dessa desigualdade.

Se cibercriminosos equipados com o Mythos mirarem em códigos públicos e vulneráveis, o estrago pode ser gigantesco.

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