📸 Créditos da imagem: Reconstrução artística da anatomia surpreendentemente complexa do quelicerado cambriano Megachelicerax cousteaui - Masato Hattori/Universidade de Harvard
Uma descoberta paleontológica surpreendente foi revelada com um fóssil de um parente das aranhas, datado de 500 milhões de anos. A espécie, denominada Megachelicerax cousteaui, apresenta características anatômicas que não eram esperadas para o período Cambriano, de 538,8 milhões a 485,4 milhões de anos atrás. A pesquisa, liderada pelo paleontologista Rudy Lerosey-Aubril da Universidade de Harvard (EUA), revelou que este peculiar artrópode marítimo possuía garras frontais que se projetavam de sua cabeça, ao contrário dos artrópodes da época, que normalmente apresentavam antenas nessa posição. “Enquanto preparava o fóssil, vi que havia membros extraordinariamente bem preservados”, disse Lerosey-Aubril ao Popular Science. Descoberta inesperada O fóssil de Megachelicerax cousteaui foi desenterrado há mais de 40 anos em um deserto no oeste de Utah (EUA); Esta descoberta não só empurra a história evolutiva dos quelicerados (grupo que inclui aranhas, escorpiões e caranguejos-ferradura) para 20 milhões de anos antes do que se pensava, mas também ajuda a compreender a evolução das garras nessas criaturas; Os quelicerados têm um corpo dividido em cefalotórax e abdome, quatro pares de pernas para locomoção e duas estruturas frontais chamadas quelíceras e pedipalpos, utilizadas para agarrar. A forma corporal e função dos membros de M.
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