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Redes sociaisCondenação de Meta e Google por vício expõe ‘caráter tóxico’ das redes sociais”Alguns modelos econômicos são tóxicos por natureza e precisam ser limitados por todos os meios – e a lei é um deles”, defende Bernard Benhamou, diretor do Instituto da Soberania Digital, na França, e professor da Universidade Panthéon-Sorbonne, em Paris. “Acredito que, no longo prazo, haverá um debate fundamental sobre o caráter tóxico dessas plataformas, quase como uma droga”, complementou o especialista em ambientes digitais. Em entrevista à RFI, Benhamou lembrou que, em 2021, uma francesa ex-funcionária do Facebook havia tentado alertar a empresa sobre os riscos do uso da rede social por crianças e adolescentes. “Ela havia descrito como suas pesquisas internas foram ignoradas justamente porque mostravam o quanto a plataforma era perigosa para crianças e como buscava deliberadamente criar dependência”, observa.”Foi exatamente isso que motivou a ação na Califórnia: o fato de que a plataforma poderia conectar predadores sexuais a crianças, e que fomentar a dependência fazia parte integrante do modelo econômico, algo que as empresas sempre negaram”, ressalta. Decisão inédita abre precedentesNa quarta-feira (25), em uma decisão inédita, um júri dos Estados Unidos decidiu que o Instagram e o YouTube foram responsáveis pela natureza viciante de suas plataformas e pelos problemas de saúde mental sofridos por uma jovem californiana durante a adolescência. O júri concedeu US$ 6 milhões (R$ 31,3 milhões) à autora da ação, cujo caso serve de precedente para milhares de processos semelhantes. O professor francês salienta que, não à toa, os advogados da vítima compararam os métodos de atuação das redes sociais aos da indústria do cigarro no passado, ocultando o “caráter viciante” do produto e suas próprias ações “para desenvolver esse caráter viciante”.
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