📸 Créditos da imagem: Fit Ztudio/Shutterstock
Tudo sobre Android ver mais Tudo sobre Google ver mais Uma operação liderada pelo Google desmantelou uma rede mundial que controlava mais de 1,3 milhão de aparelhos sem o conhecimento dos donos. Os dispositivos saíam de fábrica com um programa malicioso chamado XCPE.O Brasil foi o segundo país com mais equipamentos infectados, atrás apenas da Malásia, segundo a Trend Micro. A operação também envolveu a Agência Nacional de Polícia do Japão e as empresas Lumen, HUMAN Security, Plume, Synthient e TrendAI.
Aparelhos atingidos pelo programa maliciosoA maioria dos dispositivos infectados era de conversores de TV (TV boxes com Android). Segundo a Trend Micro, foram identificados equipamentos comprometidos em 170 países. Iraque, México e Taiwan também estavam entre os mais afetados.O programa, porém, não estava restrito a esse tipo de aparelho.
O Google também encontrou o XCPE em: Dispositivos utilizados em serviços de telemedicina; Máquinas de karaokê; Equipamentos de sinalização digital. Esquema burlava testes de segurançaSegundo o Google, a fabricante Videostrong, sediada em Shenzhen, na China, instalava intencionalmente o programa nos equipamentos desde o fim de 2024. A infecção não dependia de cliques em links suspeitos: os aparelhos já saíam de fábrica comprometidos.A empresa lucrava vendendo a criminosos o acesso aos dispositivos infectados.
Eles utilizavam os equipamentos para simular visualizações de anúncios e gerar receita publicitária.Para esconder o esquema, a fabricante empregava técnicas que burlavam as verificações de compatibilidade e segurança exigidas pelo Google. Isso permitia carregar o código malicioso depois que o aparelho era ligado pela primeira vez.Ao identificar a prática, o Google rompeu relações com a Videostrong e proibiu a fabricante de produzir e vender aparelhos Android certificados, além de fornecer software a outros fabricantes certificados. A empresa também modificou seu processo de revisão para proteger os consumidores.
“Um fabricante de dispositivos infectar intencionalmente seus usuários com malware é uma quebra inaceitável de confiança e representa um risco sério para esses usuários”, declarou o Google. Anatel alerta para riscos às redes de telecomunicaçõesA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também chamou a atenção para os riscos associados ao uso de equipamentos sem homologação. A agência afirmou que combate a comercialização desses produtos por causa das possíveis ameaças aos consumidores e às redes de telecomunicações, embora não tenha participado da operação.Para Gesiléa Fonseca Teles, superintendente de fiscalização da Anatel, a preocupação não se limita à qualidade dos serviços ou à segurança física dos aparelhos.
A procedência e a conformidade dos equipamentos também são importantes para proteger a infraestrutura de telecomunicações.“O impacto da utilização de equipamentos não homologados vai muito além das questões de qualidade do serviço fornecido ao consumidor ou da segurança física do aparelho. Trata-se de uma ameaça direta à infraestrutura cibernética do país”, afirmou ao g1. Valdir Antonelli Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Ver todos os artigos →
📰 Leia a notícia completa em: Olhar Digital »