📸 Créditos da imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog
Celular intermediário da Xiaomi se destaca pela construção resistente e bateria duradoura, mas câmeras e som deixam a desejar; veja a análise completa O Poco X8 é um smartphone intermediário que se destaca pela resistência aprimorada contra quedas, água e poeira, além da bateria gigante de 8.340 mAh e a tela grande com tecnologia AMOLED. São atrativos diferentes em relação ao Poco X8 Pro, que se saiu muito bem em nossa análise devido ao desempenho avançado para o público gamer. Adiantando o veredito: esse é um aparelho para quem precisa principalmente de muita bateria e de um celular robusto, que não vá parar de funcionar após enfrentar um dia chuvoso ou uma queda acidental.
Mas será que o preço compensa? Eu testei o Poco X8 por 15 dias e te conto todos os detalhes sobre ele neste review completo. Aviso de ética 🧑⚖️ O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005.
Esta análise não têm intenção publicitária, e ressalta os pontos positivos e negativos do produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo. O Poco X8 foi cedido por empréstimo pela Xiaomi e será devolvido após os testes.
Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial. ÍndiceAssista ao review do Poco X8 no YouTubeO que vem na caixa do Poco X8?Design moderno, mas pesadoResistência contra quedas, água e poeiraTela AMOLED grande e com cores vivasÁudio não é o forte do Poco X8Kit de câmeras simples e modestoDesempenho: sem engasgos, mas com limitaçõesSistema HyperOS 3 no comandoBateria é o grande destaqueConectividade básica, mas que atendeVale a pena comprar o Poco X8? Assista ao review do Poco X8 no YouTube O que vem na caixa do Poco X8?
Ao abrir a caixa do Poco X8, nos deparamos com o smartphone, uma chave para a bandeja de chip SIM, capinha protetora, manuais, um cabo USB-C para USB-A e uma fonte de carregamento HyperCharge de 67 W. Mas aqui vai um adendo importante: a DL Eletrônicos (distribuidora oficial da Xiaomi no Brasil) não vai vender o Poco X8 oficialmente no mercado nacional. Logo, você só vai conseguir comprá-lo via marketplaces ou importadoras.
Por isso, confirme com o vendedor se a versão inclui carregador na caixa compatível com o padrão brasileiro de tomadas. Até porque algumas versões não acompanham a fonte ou oferecem carregador de pinos chatos que vão precisar de adaptador. E como diz minha mãe: é melhor prevenir do que remediar.
Design moderno, mas pesado Com o celular em mãos, notei que o Poco X8 está bem diferente do Poco X7 e muito mais alinhado ao design adotado no Poco X8 Pro. Se o modelo antecessor trazia tela e laterais arredondadas, o Poco X8 optou por um display plano, com molduras retas de plástico com fibra de vidro e alumínio fundido. Além disso, os cantos de raios amplos conferem um aspecto refinado e mais equilibrado.
O visual da traseira também merece destaque. O módulo de câmera agora está menor, alinhado na vertical e alocado à esquerda do aparelho. Uma mudança brusca em relação ao módulo quadrado que ocupava boa parte da traseira do Poco X7.
A traseira de plástico reforçado também apresenta detalhes geométricos de linhas divididas que, segundo a Xiaomi, foram inspiradas em robôs. Até parece que há texturas na carcaça, mas a superfície é totalmente lisa. Confesso que me agradou.
Ainda falando sobre design, não há como negar que o Poco X8 é um celular grande. Aliás, ele é maior e mais pesado que o Poco X8 Pro, como mostra a tabela abaixo. Poco X8Poco X8 ProDimensões163,45 mm (A) x 78,27 mm (L) x 8,6 mm (E)157,53 mm (A) x 75,19 mm (L) x 8,38 mm (E)Peso223 g201,4 g Devido ao tamanho robusto, tive dificuldades em usá-lo com uma só mão, especialmente em momentos que precisava deslizar a tela de cima para baixo ou alternar entre botões em extremidades opostas.
Contudo, sei que minhas mãos são pequenas e que isso talvez não seja um problema se você tem mãos maiores. E vale destacar que o smartphone é pesado. Não chegou ao ponto de me incomodar em sessões mais longas, mas se você está acostumado com aparelhos mais leves, talvez leve alguns dias (ou semanas) para se adaptar.
Resistência contra quedas, água e poeira A resistência é uma assinatura marcante do Poco X8 e um dos poucos aspectos em que o celular leva vantagem sobre o Poco X8 Pro. De acordo com a Xiaomi, o celular tem proteção contra impactos na parte interna e externa, suportando quedas de até três metros. Ele saiu ileso após quedas simuladas de 1,5 metro no piso vinílico da minha sala de estar.
A tela com proteção Corning Gorilla Glass Victus 2 também ficou intacta, sem nenhum arranhão. E tem mais: o Poco X8 também promete proteção robusta contra água e poeira, com as certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K. O aparelho aguenta submersões em água doce de até 2 metros por até 72 horas, mas meus experimentos foram bem mais modestos que isso: o celular foi mergulhado a uma profundidade de 15 cm por cerca de 10 minutos e continuou funcionando normalmente, como se nada tivesse acontecido.
Para fins comparativos, a versão Pro não especifica nenhuma estrutura ou certificação contra quedas. E a resistência embaixo d’água é inferior, limitada a submersões de 1,5 metro por 30 minutos. Tela AMOLED grande e com cores vivas O Poco X8 tem uma tela ampla de 6,83 polegadas, que trouxe mais imersão às minhas sessões de jogatinas e streaming.
E graças à resolução 1.5K (2772 × 1280 pixels), o painel atinge uma densidade de pixels de 447 PPI para garantir mais nitidez para textos e imagens. A construção AMOLED também é um diferencial importante para um celular dessa categoria, já que entrega cores mais vivas e contrastes mais profundos em comparação com telas LCD. Contudo, não há compatibilidade com conteúdos HDR e não pude desfrutar de toda a faixa de contraste, cores e brilho que esses conteúdos oferecem.
Em compensação, a taxa de atualização de até 120 Hz deixa tudo mais fluido, seja em navegações casuais ou mesmo em jogos. E com o pico de brilho de até 3.500 nits, não tive dificuldades em ler textos e assistir a vídeos mesmo sob luz solar direta. O leitor de biometria localizado na parte inferior da tela também funcionou bem, mesmo que meus dedos não estivessem totalmente secos — minhas mãos suam bastante.
Isso porque há uma tecnologia chamada Wet Touch 2.0, que melhora a responsividade de toque mesmo com dedos molhados ou engordurados. A tela ainda chega com uma película pré-aplicada para aumentar a proteção contra riscos e impactos. E também traz certificações contra emissão de luz azul e cintilação a fim de reduzir o cansaço visual.
Áudio não é o forte do Poco X8 O sistema de áudio estéreo do Poco X8 traz alto-falantes na borda inferior e superior. Essa estrutura dá mais equilíbrio às músicas e consegue reproduzir faixas que exploram a distribuição de vozes ou sons entre os canais, a exemplo do clássico “Money“, do Pink Floyd. Outro ponto positivo é o selo Dolby Atmos.
A tecnologia proporciona mais imersão de áudio, como se os sons saíssem de diferentes partes do celular. Apesar disso, minha experiência sonora com o Poco X8 não foi das melhores. Os graves são bem discretos e senti os agudos estridentes.
Também achei o som abafado e seco, como se houvesse algo obstruindo os alto-falantes. Eu esperava que o boost de volume de 300% deixasse o áudio mais alto do que pude notar. Resolvi compará-lo para tirar a prova.
O resultado? Meu Poco F3 com volume em 100% soava mais alto que o Poco X8 em 300%. Em uma analogia escolar, diria que o som do Poco X8 “passa de ano” em locais com barulho controlado.
No entanto, a experiência pode ficar aquém do esperado em ambientes externos ou muito cheios, como em transportes coletivos ou shows. Kit de câmeras simples e modesto A Xiaomi optou por um sistema de câmeras modesto no Poco X8. Na traseira, há uma grande-angular de 50 megapixels (f/1.8) junto a um sensor de profundidade de 2 MP (f/2.4) que não faz fotos por si só, mas ajuda a lente principal.
Já na frente, há uma câmera de selfies de 16 MP (f/2.4). Só pelas especificações já dá pra ver que o celular não possui uma ultra-angular para ângulos abertos ou uma teleobjetiva para aproximar objetos distantes. Isso significa que, na prática, você terá de estar próximo ao assunto da foto para obter uma qualidade de imagem melhor.
Nessa condição e em ambientes iluminados, as fotos conseguem preservar texturas com controle de exposição eficiente. Só que com o céu em quadro, o HDR age de forma agressiva para evitar o estouro das iluminações, deixando as cores mais opacas, com efeito “lavado”. E na hora das capturas, conseguia notar que as cenas a olho nu estavam com cores muito mais vivas que a prévia da imagem no celular.
Ainda assim, considero os resultados honestos para um celular intermediário que não tem a pretensão de ser um cameraphone. Mas os resultados foram diferentes em capturas noturnas, e notei muitos ruídos e degradação das texturas. A mesma percepção foi observada em fotos com zoom digital em 10x, que não conseguem compensar a ausência da teleobjetiva.
Eu indicaria o uso do zoom apenas em casos de extrema necessidade. Já as filmagens são razoáveis e relativamente estáveis, devido à estabilização óptica de imagem (OIS). Um fator que me incomodou, no entanto, é que o celular se limita a filmagens em Full HD (1080p) a 30 fps.
Fiquei mais decepcionado quando lembrei que o Poco X7 consegue filmar em 4K a 30 fps. A boa notícia é que o Poco X8 oferece modos de vídeo diferentes, a exemplo da captura dupla e do modo câmera lenta. E ainda existe uma função para capturas debaixo d’água, recurso que não está presente no Poco X8 Pro.
Desempenho: sem engasgos, mas com limitações No comando do Poco X8 está o processador Snapdragon 6s Gen 4 (4 nm), que atinge velocidades de até 2,4 GHz. O chip acompanha 6, 8 ou 12 GB de RAM LPDDR4X, além de 128 GB (UFS 2.2) ou 256 GB (UFS 3.1) de memória interna. Por aqui, recebemos a versão global com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.
E vou me basear nessas especificações. Com essa combinação de hardware, o celular se comportou bem em multitarefas, jogos como Genshin Impact e Call of Duty: Mobile com gráficos no máximo e até edições de vídeo mais simples. O celular não travou em nenhum momento, o que me surpreendeu.
Mas o processador tem limitações de desempenho e é voltado para cargas de trabalho mais básicas. E os testes com o Geekbench 7 ajudam a comprovar isso: 897 pontos em single-core 2.685 em multi-core 759 pontos em GPU (OpenCL) Para ilustrar melhor as limitações, saiba que as pontuações do Poco X8 equivalem aos resultados do Poco X3 Pro (em CPU) e do Samsung M51 (em GPU), lançados há cerca de cinco anos. E ficam bem abaixo dos 1.429 (single-core) e 5.482 (multi-core) pontos do Poco X8 Pro no Geekbench 7.
Portanto, é importante ter em mente que o Poco X8 é voltado para tarefas menos exigentes e tende a enfrentar dificuldades em jogos ou editores mais pesados. Sistema HyperOS 3 no comando O Poco X8 opera sob o sistema HyperOS 3, baseado no Android 16. É um sistema bem intuitivo e fluido, embora exiba uma porção de anúncios em ferramentas nativas e chegue com vários apps pré-instalados — que eu possivelmente teria que desinstalar se esse fosse meu smartphone pessoal.
Apesar dos pesares, o sistema traz diversos temas e diferentes opções de tela de bloqueio. É algo positivo para quem gosta de personalizar o aparelho, e passei alguns bons minutos deixando ele mais com “minha cara”. Um recurso bem-vindo é o HyperIsland, que tem sido adotado em praticamente todos os celulares recentes da Xiaomi.
Ele funciona de forma similar à Ilha Dinâmica do iPhone, facilitando o gerenciamento de apps ativos no celular com widgets expansivos. O HyperOS 3 também inclui ferramentas de IA, voltadas para edição de imagem. Senti falta de recursos mais amplos como transcrição automática e auxiliar de escrita, vistos no Poco X8 Pro.
Mas testei a remoção de objetos e a expansão de imagem e gostei dos resultados. Não sabemos quantas atualizações de software chegarão ao Poco X8, mas é possível que o padrão (entre 3 e 4 anos) de suporte deve ser mantido. E a promessa da Xiaomi é de seis anos de update de segurança.
Em outras palavras: proteção até 2032. Bateria é o grande destaque A bateria é o principal destaque do Poco X8. Com composição de silício-carbono e 8.340 mAh de capacidade, ela cumpre a promessa de mais de dois dias de autonomia informada pela Xiaomi.
Nos experimentos, o smartphone durou 59 horas (ou dois dias e 11 horas) ao todo, com nove horas de tela ligada em jogos, navegação nas redes sociais e partidas de futebol via streaming. Sem sombra de dúvidas, foi um dos celulares com a maior autonomia dentre os modelos que já testei. Já o tempo de carregamento de 1% a 100% foi de 1 hora e 16 minutos com a fonte HyperCharge de 67 W.
Ao meu ver, uma duração satisfatória, tendo em vista a capacidade total da bateria. Por ser um modelo intermediário, o Poco X8 não suporta carregamento sem fio. Mas ele suporta carregamento reverso cabeado de até 22,5 W.
Querendo ou não, é um recurso interessante e que pode dar uma sobrevida a outros aparelhos em momentos críticos ou quando a energia cai. E a Xiaomi ainda afirma que a bateria pode alcançar uma vida útil de até seis anos com capacidade acima dos 80%. É um prazo bem interessante.
Até porque durabilidade no longo prazo costuma ser um dos requisitos quando compramos um aparelho novo. Conectividade básica, mas que atende Partindo para as conectividades, o Poco X8 oferece suporte à rede 5G, NFC para pagamentos por aproximação e sensor infravermelho para se transformar em um controle universal de diferentes dispositivos. O celular é compatível com dois chips SIM físicos e não suporta eSIM.
Nesse tema, minha crítica vai para o Wi-Fi 5 de banda dupla e Bluetooth 5.1. Justiça seja feita, não tive problemas com as conexões sem fio. Mas são padrões antigos, menos eficientes e estáveis que versões mais modernas.
E não deixo de lembrar que o Poco X7, mesmo sendo um modelo mais antigo, conta com Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4. Vale a pena comprar o Poco X8? O Poco X8 é um smartphone intermediário ideal para quem quer um celular duradouro, com resistência aprimorada e autonomia de sobra para dias longe das tomadas.
No entanto, como ele foi lançado há pouco tempo, ainda tem preço relativamente alto, na casa dos R$ 2 mil (versão com 8 GB), competindo com gigantes do custo-benefício, como o Galaxy A57, o Moto G86 e o Redmi Note 15 Pro. Desse modo, é seguro dizer que o Poco X8 pode valer a pena se os preços caírem um pouco e ele estiver na casa dos R$ 1.500. Mas caso esteja procurando por um celular com desempenho mais avançado para jogos e tarefas pesadas, eu recomendaria o Poco X8 Pro.
O modelo está custando cerca de R$ 500 a mais, mas entrega muito mais poder de fogo que a versão base. Quer economizar? 💰 Acompanhe os Achados do TB para conferir as melhores ofertas para o Poco X8, X8 Pro e mais smartphones.
Por lá, tem curadoria de verdade e preço que vale a pena. Mas agora, eu que te pergunto: o que você achou da estratégia da Xiaomi ao lançar o Poco X8? Bora seguir com a conversa na Comunidade do Tecnoblog!
Review do Xiaomi Poco X8 Prós Resistência aprimorada contra quedas Proteção IP66, IP68, IP69 e IP69K Tela AMOLED de 120 Hz Atualizações de segurança até 2032 Bateria duradoura de 8.340 mAh Carregamento reverso com cabo de até 22,5 W Contras Grande e relativamente pesado (223 g) Não suporta conteúdos HDR Sem ultrawide e teleobjetiva Gravação de vídeo limitada a 1080p Desempenho intermediário-básico Padrões Wi-Fi e Bluetooth mais antigos Nota Final 7.9 Bateria 10 Câmera 6 Conectividade 8 Desempenho 7 Design 9 Software 8 Tela 7
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