Binance: grupo norte-coreano é suspeito em roubo de US$ 6,3 bilhões

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Binance: grupo norte-coreano é suspeito em roubo de US$ 6,3 bilhões

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‘Vejo o bitcoin como uma espécie de previdência’, diz diretor da Binance23:15Segundo Thiago Sarandy, alta de 30% nos últimos 90 dias do BTC resgatou o interesse dos brasileiros pelo ativo digital. Crédito: TV EstadãoO roubo bilionário registrado contra a corretora de criptomoedas Binance já tem um possível suspeito. Trata-se de um grupo hacker chamado TraderTraitor, já de atuação conhecida pelas autoridades e por especialistas em cibersegurança.A própria Binance segue investigando e colaborando com as autoridades, ainda sem chegar em um culpado.

Além disso, os próprios invasores ainda não assumiram a autoria da operação criminosa realizada nesta quinta-feira (29), que resultou na apropriação de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas.Porém, análises da Chainalysis e do TRM Labs identificaram evidências que apontam para os hackers estrangeiros, que já foram responsáveis por outros roubos parecidos, embora de menor proporção.Quem é o TraderTraitorO TraderTraitor é um grupo de cibercriminosos de origem norte-coreana que já atua há alguns anos e é monitorado ao menos desde 2022 por autoridades dos Estados Unidos, que atribuíram esse codinome aos invadores.Ele é um provável desmembramento do Lazarus, quadrilha invasora que fez vários roubos de grandes proporções há alguns anos e foi responsável por alvos como a Sony Pictures;De acordo com acusações dos EUA, grupos hackers da Coreia do Norte usam a verba roubada para benefícios ao próprio país, como o financiamento de compra e desenvolvimento de armas e tecnologia nuclear;Esse grupo já teria realizado outros ataques antes contra empresas de criptomoedas, como a japonesa DMM Bitcoin, a Atomic Wallet e a Bybit;Neste último caso, que é o mais famoso atribuído ao TraderTraitor, foram roubados mais de US$ 1,4 bilhão em fundos — e semelhanças no modo de atuação dos criminosos para invadir o sistema e transferir os fundos é o que leva as análises a apontarem o grupo como suspeito.O TraderTraitor também é conhecido por fazer ataques complexos, que se aproveitam de múltiplas brechas e possuem um grande período de preparo antes da invasão propriamente dita. Esses passos incluem engenharia social para comprometer contas ou aparelhos de funcionários, para só então prosseguir com o roubo propriamente dito.“Nossa investigação inicial sugeriu que o incidente de segurança pode ter envolvido um laptop comprometido, no entanto, nossa investigação subsequente revelou pontos adicionais de violação”, disse a Binance em comunicado no X.Conforme detalha a Wired, a análise da TRM Labs e da Chainalysis sugere que a maior parte dos valores foi desviada em cerca de 20 minutos. A extração partiu carteiras da Binance em pelo menos dez diferentes blockchains, incluindo Bitcoin, Ethereum, Tron e Solana.Os fundos foram enviados a múltiplos endereços controlados por um único atacante.

A rapidez das transferências teria sido precedida por ao menos 36 horas de preparação, com testes antes da execução do roubo.Recuperação e reembolsoA Binance ainda não encontrou evidências de vazamento de chaves privadas de carteiras e diz ter os fundos suficientes para não prejudicar clientes.Além disso, ela garante que já congelou parte do valor movimentado e até já recuperou algumas das criptomoedas roubadas, embora transferências rápidas e pulverizadas entre múltiplas carteiras sejam feitas para dificultar esse rastreamento.Segundo a agência Reuters, o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos estão trabalhando com a Binance para entender o caso.Acesse a seção de cibersegurança em nosso site e continue informado sobre o mundo da proteção digital! /Com informações de FirstPost e Wired.

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