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Tendência da carne crua
Influenciadores têm promovido o consumo de carne crua, cérebro, órgãos e leite não pasteurizado como caminho para a saúde.
Esse movimento, chamado dark nutrition, questiona recomendações médicas e valoriza dietas naturais.
A engenheira Kelly Pi, 30 anos, relata ter começado a comer carne crua após enxaquecas e convulsões que não responderam ao tratamento.
Existem variações: dieta carnívora, dieta do leão e Raw Primal, cada uma com níveis diferentes de restrição.
Influenciadores como Bella Ma afirmam melhorar disposição, concentração e bem‑estar ao adotar uma alimentação predominantemente animal.
Riscos à saúde
No entanto, testemunhos pessoais não substituem pesquisas controladas.
Comer carne crua pode provocar infecções graves.
- Salmonella.
- Escherichia coli.
- Listeria.
- Campylobacter.
Vulneráveis incluem crianças, gestantes, idosos e imunocomprometidos.
- crianças.
- gestantes.
- idosos.
- imunocomprometidos.
Além das infecções, a exclusão de frutas e vegetais pode reduzir fibras, causar deficiências de vitamina C e folato, e aumentar gorduras saturadas.
Recomendações científicas
A ciência não apoia dietas exclusivamente carnívoras, especialmente cruas, e recomenda padrões alimentares variados e minimamente processados.
Mudanças restritivas devem ser avaliadas com acompanhamento profissional, pois a variedade, equilíbrio e segurança alimentar permanecem fundamentais.
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