Como as mudanças climáticas favorecem doenças infecciosas no Brasil

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Como as mudanças climáticas favorecem doenças infecciosas no Brasil

📸 Créditos da imagem: martinatobolova/iStock

Distribuição de Dengue no Brasil

Entre 2006 e 2024, o número de microrregiões com níveis epidêmicos de dengue aumentou de 110 para 292, representando 54% do território nacional. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou quase 210 mil casos confirmados e 281 óbitos, enquanto a Bahia, com população maior, contabilizou cerca de 163 mil casos e 188 mortes.

Impacto de Mudanças Climáticas em Outras Doenças

O calor intenso e eventos extremos ampliam a incidência de febre do Oropouche, leptospirose, hantavirose e infecções fúngicas. A febre do Oropouche, antes restrita à Amazônia, atingiu mais de 12 mil pessoas em 23 estados e no Distrito Federal em 2024.

Riscos de Enchentes e Queimadas

Enchentes favorecem a leptospirose ao espalhar a bactéria presente na urina de ratos. Queimadas podem deslocar roedores infectados, aumentando a hantavirose, que já causou 530 casos e 212 mortes desde 2016, com letalidade de 40%.

Fungos Adaptados ao Calor

O aumento de temperatura favorece fungos como Candida auris, Trichophyton indotineae e Aspergillus. Desde 2020, 24 ocorrências de Candida auris foram registradas em 15 estados, com 56 mortes entre 146 colonizados.

  • Dengue: 292 microrregiões em nível epidêmico.
  • Febre do Oropouche: 12 mil infecções em 2024.
  • Leptospirose: aumento pós-enchentes no Rio Grande do Sul.
  • Hantavirose: 530 casos e 212 mortes desde 2016.
  • Candida auris: 24 ocorrências, 56 mortes.

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