📸 Créditos da imagem: NASA Earth Observatory/Michala Garrison
O fenômeno El Niño e a mudança de cor do oceano
Imagens de satélite da NASA revelaram que, entre 2025 e 2026, partes do Oceano Pacífico passaram de tons esverdeados para um azul mais intenso. Essa alteração está diretamente ligada ao El Niño, um fenômeno climático que aquece a superfície do mar e reduz a disponibilidade de nutrientes essenciais para a vida marinha.
Como o satélite PACE monitora a cor do mar
O instrumento Ocean Color Instrument, a bordo do satélite PACE, mede a luz visível refletida pelas águas. Tons mais azuis indicam menor concentração de fitoplâncton, enquanto áreas esverdeadas e amareladas sinalizam abundância desses organismos microscópicos.
Impactos na cadeia alimentar marinha
A diminuição do fitoplâncton afeta diretamente a base da cadeia alimentar:
- Krill e zooplâncton recebem menos alimento;
- Moluscos filtradores e pequenos peixes sofrem escassez de nutrientes;
- Peixes maiores, como atuns e anchovas, migram para águas mais frias;
- Pesca comercial enfrenta rendimentos mais baixos e preços mais altos.
Repercussões globais e econômicas
O aquecimento das águas não se limita ao ambiente marinho. Alterações nos padrões climáticos e meteorológicos são observadas em diversas regiões do planeta. Em episódios anteriores de intensidade semelhante, o El Niño causou milhares de mortes e prejuízos econômicos de trilhões de dólares.
Perspectivas futuras e alertas científicos
Especialistas do Centro de Voos Espaciais Goddard e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA destacam que o atual El Niño pode ser o mais forte já registrado, com temperaturas no Pacífico tropical cerca de 4 °C acima da média. A vigilância em tempo real dos dados do PACE oferece insights valiosos para a comunidade científica e para a gestão de recursos marinhos.
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