📸 Créditos da imagem: criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
Como a IA analisa o rosto
O sistema foi treinado com mais de 40 milhões de fotografias faciais de pessoas de diferentes idades e origens étnicas. Surgiram duas ferramentas distintas: FAHR-FaceAge e FAHR-FaceSurvival.
- FAHR-FaceAge estima a idade biológica e avalia o prognóstico de pacientes com câncer.
- FAHR-FaceSurvival prevê as chances de sobrevivência diretamente pela imagem, sem depender da idade estimada.
Ambas observam regiões específicas do rosto: a primeira analisa rugas entre o nariz e os cantos da boca, a testa e as têmporas; a segunda foca na área abaixo dos olhos e ao redor da parte superior do nariz.
Resultados do estudo
Em pacientes submetidos à radioterapia, aqueles que aparentavam ter pelo menos cinco anos a mais que a idade real apresentaram risco de morte 21% maior. No grupo que parecia pelo menos cinco anos mais jovem, o risco foi 17% menor.
O estudo também encontrou correlações entre o envelhecimento facial estimado e hábitos de vida como consumo elevado de álcool, uso de drogas e tabagismo.
Além disso, a ferramenta manteve desempenho consistente diante de variações de iluminação, posição do rosto, expressão facial e maquiagem, e foi estável em procedimentos de cirurgia plástica, exceto pequenas alterações após rinoplastias.
Próximos passos para a prática clínica
A tecnologia pode complementar a avaliação de pacientes antes de cirurgias, radioterapia e outros tratamentos contra o câncer, ajudando a estimar riscos de complicações. No entanto, ainda é necessária validação adicional antes de integrar a análise facial nas decisões de tratamento.
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