Estrela morta pode estar devorando planeta feito de seus próprios restos

📡 Fonte: Olhar Digital 🏷️ Ciência 🤖 Auto
Estrela morta pode estar devorando planeta feito de seus próprios restos

📸 Créditos da imagem: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI)

Introdução

Uma estrela morta pode estar lentamente “devorando” um possível planeta formado pelo material lançado ao espaço no fim de sua vida. A hipótese surgiu a partir da análise da anã branca HS 0209+0832 e de sua composição química incomum, explica estudo.

Descoberta do Nióbio

Em 1999, o Telescópio Espacial Hubble registrou cerca de 100 características químicas ainda não identificadas na atmosfera da anã branca. Anos depois, o pesquisador Jamie Williams revisitou os dados com uma base de dados química atualizada e encontrou uma correspondência surpreendente: nióbio. Esta é a primeira vez que o nióbio é detectado em uma anã branca.

Composição Anômala

O nióbio é mais de mil vezes mais abundante na HS 0209+0832 do que no Sistema Solar, indicando que os blocos que formaram o possível planeta são extremamente ricos em nióbio. Além disso, a análise revelou altos níveis de cobre e zinco, com pouca presença de silício, diferindo dos materiais rochosos e gelados do Sistema Solar.

Hipótese do Planeta de Segunda Geração

Os pesquisadores sugerem que o corpo pode ser um planeta de “segunda geração”, formado a partir do material expelido pela estrela durante suas fases finais. Embora ainda haja cenários alternativos, os principais indícios incluem:

  • Identificação inédita de nióbio na atmosfera da anã branca.
  • Reinterpretação dos dados do Hubble de 1999 com uma base química mais recente.
  • Registros de fortes sinais de nióbio na missão FUSE.
  • Variações periódicas de brilho detectadas pelo TESS.

Observações do TESS

Durante quatro meses, o TESS registrou mudanças periódicas no brilho da HS 0209+0832 a cada 4,39 dias, compatíveis com a presença de um corpo em órbita ao redor da anã branca.

Impacto da Radiação

O candidato é estimado como um gigante gasoso semelhante a Júpiter, localizado a cerca de 6 milhões de quilômetros da estrela. Essa proximidade expõe o planeta a intensa radiação, podendo arrancar gás da atmosfera e criar uma cauda semelhante à de um cometa, além de depositar material na superfície da estrela.

Perspectivas Futuras

O planeta ainda não foi observado diretamente. O Hubble continuará a estudar o sistema, e observações futuras poderão confirmar sua existência e esclarecer sua origem. Se confirmado, HS 0209+0832 representaria uma nova classe de sistemas planetários, onde a morte de uma estrela pode dar início a uma segunda geração de planetas.

Conclusão

Embora ainda haja incertezas, a hipótese de um planeta de segunda geração orbitando uma anã branca abre novas possibilidades para a compreensão da formação planetária e da evolução estelar.

📰 Leia a notícia completa em: Olhar Digital »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).