Alunos de Vertentes criam pavers com casca de castanha de caju e são semifinalistas em prêmio

📡 Fonte: Folha de Pernambuco 🏷️ Ciência 🤖 Auto
Alunos de Vertentes criam pavers com casca de castanha de caju e são semifinalistas em prêmio

📸 Créditos da imagem: reprodução / Folha de Pernambuco

Estudantes do 2º ano do Ensino Médio Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues, no município de Vertentes, no Agreste de Pernambuco, desenvolveram pavers a partir de casca de castanha de caju para oferecer uma alternativa mais leve e econômica para calçadas e espaços comunitários. A iniciativa foi selecionada como uma das 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) no Brasil. A premiação incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios da sociedade por meio da abordagem STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

O projeto, chamado ‘Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju’, propõe transformar um resíduo gerado pelo processamento da castanha em matéria-prima para blocos de pavimentação. A iniciativa também busca valorizar as pessoas envolvidas na cadeia produtiva da castanha, formada principalmente por pequenos agricultores e trabalhadores das comunidades locais. “Temos uma produção acentuada de castanha de caju na região e percebemos o impacto que o descarte da casca pode causar no solo.

Visitamos comunidades e conversamos com pessoas que trabalham com a castanha e percebemos que havia um problema ambiental, mas também uma oportunidade de transformar esse resíduo em algo útil. Foi aí que começamos a pensar no paver”, explica João Paulo da Silva, professor orientador do projeto. Objetivo O objetivo da equipe é desenvolver e avaliar diferentes composições do material até identificar uma formulação que apresente características adequadas de resistência e aplicação.

Além disso, os estudantes também estudaram diferentes possibilidades de formato, peso, estrutura e acabamento para chegar a um protótipo com características adequadas para utilização em pavimentação. Uma das características investigadas pelos adolescentes é a possibilidade de produzir os blocos sem a utilização de um forno tradicional, comum em processos de fabricação de alguns materiais de construção. O grupo trabalha com uma metodologia que utiliza a exposição à luz solar durante o processo de produção, buscando simplificar a fabricação e reduzir a necessidade de estruturas específicas.

Eles também avaliam a possibilidade de utilizar os pavers em espaços da própria comunidade. O planejamento inclui aplicar os primeiros protótipos em uma calçada da escola. “Quando colocamos o aluno diante de um problema real, ele precisa buscar conhecimentos de diferentes áreas para encontrar uma solução.

Para desenvolver o paver, eles trabalham com Química Ambiental, Física, Química e Matemática, inclusive para calcular peso, proporções e analisar gráficos. A teoria passa a fazer sentido porque está conectada a algo que eles estão construindo com as próprias mãos”, destaca João Paulo. Impacto na comunidade O projeto também fez com que os alunos ampliassem o olhar sobre o impacto da atividade de processamento da castanha na comunidade.

Em visitas e conversas com produtores, os adolescentes identificaram outros desafios relacionados à exposição aos resíduos e passaram a pensar em iniciativas que pudessem contribuir para a valorização da produção local. Entre essas ações pensadas pela equipe está a elaboração de uma proposta de projeto de lei para fortalecer a atividade dos pequenos produtores e incentivar o apoio de instituições públicas. “O projeto desenvolvido pelos estudantes de Vertentes mostra como a inovação pode partir de um recurso presente no território e transformar um desafio ambiental em oportunidade.

Esse olhar para a realidade e a capacidade de transformar conhecimento em ação são exemplos do protagonismo que o Solve for Tomorrow busca estimular”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina. A diretora executiva do Cenpec Beatriz Cortes acredita que o projeto mostra que a escola pública pode ser um espaço de encontro entre conhecimento, território e transformação digital. “Ao investigar um problema ambiental relacionado à produção de castanha, dialogar com a comunidade e desenvolver uma solução que pode ser aplicada em seu entorno, os estudantes ampliam o que aprendem em sala de aula e passam a olhar para o território de forma mais crítica.

Essa experiência também mostra que a educação pode contribuir para que adolescentes e jovens se reconheçam como sujeitos capazes de participar da construção de respostas para os desafios de suas comunidades”, diz a diretora. Para o professor, o programa cria oportunidades para que os estudantes avancem de uma aprendizagem baseada apenas em conceitos para uma experiência em que precisam aplicar o conhecimento, tomar decisões e lidar com problemas que não têm respostas prontas. “Eu não imaginava que chegaria ao ponto de desenvolver um projeto de lei junto aos meus alunos, mas o projeto nos levou a isso.

É nesse sentido que o Solve for Tomorrow nos desafia a pensar fora da caixa. Hoje, eles estão mais independentes e conseguem articular muito bem o projeto porque precisaram superar várias barreiras e adaptar o trabalho à nossa realidade. É uma experiência desafiadora, mas muito enriquecedora”, finaliza João Paulo da Silva.

Andamento Atualmente, a equipe está realizando testes de resistência dos pavers e avaliando os resultados obtidos com os diferentes traços desenvolvidos. Amostras também foram encaminhadas para instituições parceiras, incluindo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para análises relacionadas à eficiência e às características do material. de caju para oferecer uma alternativa mais leve e econômica para calçadas e espaços comunitários.

A iniciativa foi selecionada como uma das 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) no Brasil. A premiação incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios da sociedade por meio da abordagem STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O projeto, chamado ‘Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju’, propõe transformar um resíduo gerado pelo processamento da castanha em matéria-prima para blocos de pavimentação.

A iniciativa também busca valorizar as pessoas envolvidas na cadeia produtiva da castanha, formada principalmente por pequenos agricultores e trabalhadores das comunidades locais. “Temos uma produção acentuada de castanha de caju na região e percebemos o impacto que o descarte da casca pode causar no solo. Visitamos comunidades e conversamos com pessoas que trabalham com a castanha e percebemos que havia um problema ambiental, mas também uma oportunidade de transformar esse resíduo em algo útil.

Foi aí que começamos a pensar no paver”, explica João Paulo da Silva, professor orientador do projeto. Objetivo O objetivo da equipe é desenvolver e avaliar diferentes composições do material até identificar uma formulação que apresente características adequadas de resistência e aplicação. Além disso, os estudantes também estudaram diferentes possibilidades de formato, peso, estrutura e acabamento para chegar a um protótipo com características adequadas para utilização em pavimentação.

Uma das características investigadas pelos adolescentes é a possibilidade de produzir os blocos sem a utilização de um forno tradicional, comum em processos de fabricação de alguns materiais de construção. O grupo trabalha com uma metodologia que utiliza a exposição à luz solar durante o processo de produção, buscando simplificar a fabricação e reduzir a necessidade de estruturas específicas. Eles também avaliam a possibilidade de utilizar os pavers em espaços da própria comunidade.

O planejamento inclui aplicar os primeiros protótipos em uma calçada da escola. “Quando colocamos o aluno diante de um problema real, ele precisa buscar conhecimentos de diferentes áreas para encontrar uma solução. Para desenvolver o paver, eles trabalham com Química Ambiental, Física, Química e Matemática, inclusive para calcular peso, proporções e analisar gráficos.

A teoria passa a fazer sentido porque está conectada a algo que eles estão construindo com as próprias mãos”, destaca João Paulo. Impacto na comunidade O projeto também fez com que os alunos ampliassem o olhar sobre o impacto da atividade de processamento da castanha na comunidade. Em visitas e conversas com produtores, os adolescentes identificaram outros desafios relacionados à exposição aos resíduos e passaram a pensar em iniciativas que pudessem contribuir para a valorização da produção local.

Entre essas ações pensadas pela equipe está a elaboração de uma proposta de projeto de lei para fortalecer a atividade dos pequenos produtores e incentivar o apoio de instituições públicas. “O projeto desenvolvido pelos estudantes de Vertentes mostra como a inovação pode partir de um recurso presente no território e transformar um desafio ambiental em oportunidade. Esse olhar para a realidade e a capacidade de transformar conhecimento em ação são exemplos do protagonismo que o Solve for Tomorrow busca estimular”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

A diretora executiva do Cenpec Beatriz Cortes acredita que o projeto mostra que a escola pública pode ser um espaço de encontro entre conhecimento, território e transformação digital. “Ao investigar um problema ambiental relacionado à produção de castanha, dialogar com a comunidade e desenvolver uma solução que pode ser aplicada em seu entorno, os estudantes ampliam o que aprendem em sala de aula e passam a olhar para o território de forma mais crítica. Essa experiência também mostra que a educação pode contribuir para que adolescentes e jovens se reconheçam como sujeitos capazes de participar da construção de respostas para os desafios de suas comunidades”, diz a diretora.

Para o professor, o programa cria oportunidades para que os estudantes avancem de uma aprendizagem baseada apenas em conceitos para uma experiência em que precisam aplicar o conhecimento, tomar decisões e lidar com problemas que não têm respostas prontas. “Eu não imaginava que chegaria ao ponto de desenvolver um projeto de lei junto aos meus alunos, mas o projeto nos levou a isso. É nesse sentido que o Solve for Tomorrow nos desafia a pensar fora da caixa.

Hoje, eles estão mais independentes e conseguem articular muito bem o projeto porque precisaram superar várias barreiras e adaptar o trabalho à nossa realidade. É uma experiência desafiadora, mas muito enriquecedora”, finaliza João Paulo da Silva. Andamento Atualmente, a equipe está realizando testes de resistência dos pavers e avaliando os resultados obtidos com os diferentes traços desenvolvidos.

Amostras também foram encaminhadas para instituições parceiras, incluindo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para análises relacionadas à eficiência e às características do material.

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