Agente de IA da Meta vende produto e expõe endereço de usuário no Facebook

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Agente de IA da Meta vende produto e expõe endereço de usuário no Facebook

📸 Créditos da imagem: Meta Muse no Meta Connect 2026 Foto: Meta/Reprodução

META anuncia novos ÓCULOS INTELIGENTES e confirma lançamento no BRASIL! 1: 14A Meta confirmou a chegada de novos óculos inteligentes ao Brasil! Durante o Connect 2026, a empresa também apresentou a terceira geração dos Ray-Ban Meta, com. Crédito: Thayna Cruz/TecMundo/EstadãoUm usuário do Muse, o agente de inteligência artificia (IA) da Meta, relatou um caso preocupante envolvendo privacidade e automatizações da plataforma.

O incidente aconteceu com Matt J. Robb, que contou todo o caso nas redes sociais. Em uma série de postagens, Matt alega que o Muse tomou atitudes preocupantes ao se tornar responsável pela conta do usuário no Marketplace do Facebook. Ele tirou várias capturas de tela para comprovar a ação e conversou com um representante da marca para entender o que pode ter afetado a plataforma. O caso envolveu negociar um item à venda por um preço abaixo do combinado, compartilhar o endereço do usuário com um desconhecido e ainda agendar a retirada do produto — sem que o próprio Matt tivesse consentimento dessas ações. Automatizado até demaisComo o próprio usuário explica, ele configurou o Muse para vender um objeto por US$ 700 (cerca de R$ 3,6 mil) e, em um determinado momento, escolheu o botão “Sempre permitir” para as ações do agente.

Ele achava que isso apenas reduziria a quantidade de notificações ou pedidos, mas na verdade era uma autorização para a IA agir sem consentimentos a partir daquele momento. O Muse então se passou por Matt em chats do Martkeplace, em nenhum momento avisando os possíveis compradores de que aquela era uma IA agindo em nome do usuário; Em determinado momento, o Muse aceitou uma oferta de US$ 600 de um usuário chamado Usman e até agendou um horário de retirada por conta própria — sendo que Matt nem ficou sabendo do ocorrido e não estava em casa no tal horário combinado; Matt diz que chegou a passar o próprio endereço para o agente de IA, mas em nenhum momento ela sugeriu que compartilharia essa informação normalmente com outras pessoas; Após a tentativa fracassada de retirada do produto, Usman deixou um comentário negativo como avaliação e só então o Muse avisou Matt do ocorrido. Meta investigou o casoDavid Singleton, que é funcionário do laboratório de Superinteligência da Meta, entrou em contato com o usuário para avaliar o ocorrido e determinar o que aconteceu. Segundo ele, a companhia “está constantemente aprendendo” que o Muse segue instruções diretas e “corretamente pede permissão”, sugerindo que o problema teria sido por parte do próprio usuário. Nesta terça-feira (29), Matt voltou às redes sociais para contar o desfecho da avaliação. Ele reconheceu que clicou na opção “Permitir Sempre”, mas sem qualquer aviso de que aquilo daria ao Muse “permissão para enviar mensagens em meu nome daqui para frente usando um modelo que ele montou com informações que pediu de mim”. O representante da empresa reconheceu que as permissões talvez não estejam claras o suficiente e ela deve alterar a forma de visualização dessas instruções. Além disso, aceitar uma oferta abaixo do combinado foi mesmo “um erro” por parte do agente. Matt ainda sugeriu para a Meta que adicione um selo identificador para as mensagens enviadas pelo Muse em chats do Facebook, para que a pessoa do outro lado da conversa saiba que ela não foi enviada por um humano. A empresa recentemente reforçou a segurança do Muse após a identificação de uma vulnerabilidade na plataforma.

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