📸 Créditos da imagem: Divulgação/Apple
Toda vez que entro numa Apple Store, tem um grupo de pessoas sentadas naquelas mesas compridas de madeira, cada uma com um iPad na mão, olhando para uma tela grande na parede. Durante anos passei reto, com pressa ou achando que era coisa “ para iniciante” Até o dia em que sentei numa dessas mesas na Apple Morumbi (em São Paulo), para uma sessão de fotografia e, mesmo depois de mais de uma década usando iPhone, saí de lá com dicas que eu não conhecia. Foi o suficiente para eu querer olhar o programa com mais atenção.
O Today at Apple, lançado em 2017 como a grande aposta da empresa para transformar suas lojas em “ praças” continua vivo. Não faz barulho, não ganha slide em keynote, mas roda todo dia, várias vezes por dia, nas duas lojas brasileiras: a Apple Morumbi (em São Paulo) e a Apple VillageMall (no Rio de Janeiro). Passei um tempo vasculhando a programação das duas para as próximas duas semanas e, de quebra, comparei com o que está no calendário de lojas dos Estados Unidos e do Canadá.
Vamos ao que interessa: o que a pessoa de fato aprende em cada sessão.
Como funciona
Primeiro, o básico. As sessões são gratuitas, duram de 60 a 90 minutos e acontecem dentro da loja (ou nos arredores, no caso das “ aulas” com passeios). A inscrição é feita pelo site do Today at Apple ou pelo app Apple Store, e a loja empresta o aparelho: você não precisa ter um iPad com Apple Pencil Pro para participar de uma oficina de desenho, por exemplo.
Quem preferir pode levar o próprio dispositivo, o que faz diferença nas sessões de fundamentos, porque aí você sai com o seu iPhone configurado, não o da loja.
Divulgação/Apple
Só na Apple Morumbi, contei 62 sessões entre 3 e 16 de setembro, distribuídas em 13 temas. Na VillageMall, 50 sessões e 12 temas. Ou seja, em qualquer dia útil há três ou quatro horários diferentes, de manhã, à tarde e à noite.
Fundamentos: a sessão para o pai, a mãe e a tia
A categoria mais frequente do calendário se chama Fundamentos (nos EUA, Get Started, algo como “ Comece Por Aqui”), e existe uma para cada produto: iPhone, iPad, Mac e Apple Watch. A do Apple Watch é a mais oferecida de todas no Morumbi (dez sessões em duas semanas), o que diz algo sobre quantas pessoas ganham um relógio e nunca passam da tela do mostrador.
O que se aprende, segundo a própria descrição da Apple
No iPhone: configurar o aparelho, organizar a tela e “ acessar com rapidez o que mais importa”
No iPad: personalizar ajustes e praticar com o Apple Pencil Pro.
No Mac: os ajustes básicos, os recursos mais comuns e os atalhos favoritos da equipe.
No Apple Watch: monitorar saúde, registrar treinos e, o mais importante para quem tem pais mais velhos, os recursos de segurança (como Detecção de Queda e SOS de Emergência).
A sessão é descrita como “ personalizada” e é isso que a torna diferente de um vídeo do YouTube. O grupo é pequeno, a pessoa levanta a mão e pergunta: “ Como faço para o meu contato favorito aparecer aqui? ” E alguém responde na hora, no aparelho dela. Quem já tentou ensinar a mãe a usar o Face ID por telefone sabe o valor disso.
Deixe um profissional fazer o trabalho.
Workshops: onde o usuário avançado se surpreende
Aqui a coisa muda de nível. Os workshops de 60 minutos partem do princípio de que você já sabe usar o aparelho e quer fazer algo bem feito com ele.
“ Tire fotos melhores com o iPhone” ensina a preparar a foto, testar técnicas e usar as ferramentas de edição do app Fotos, em uma sequência de atividades práticas. Foi essa a sessão que fiz no Morumbi e posso dizer: cheguei achando que sabia tudo de câmera do iPhone e saí com truques de composição e de edição que uso até hoje.
A maioria das pessoas usa uns 20% do que a câmera oferece, e uma hora com alguém apontando o botão certo resolve boa parte disso. Se o usuário avançado da família é você, comece por aqui.
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