📸 Créditos da imagem: Victor Sanchez G/Shutterstock
A Rocket Lab decidiu contestar formalmente a escolha da NASA de contratar a Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir, lançar e operar um novo orbitador de comunicações em Marte. A companhia apresentou nesta sexta-feira (11) um protesto ao Government Accountability Office (GAO), órgão responsável por analisar disputas relacionadas a contratos do governo dos Estados Unidos. A decisão da NASA prevê o pagamento de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) à Blue Origin pelo desenvolvimento do Mars Telecommunications Network (MTN). O projeto será responsável por estabelecer importante elo de comunicação entre controladores na Terra e outras espaçonaves da agência que estudam o planeta vermelho. Em publicação no X, a Rocket Lab afirmou que a decisão da NASA aparentemente não está de acordo com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso dos Estados Unidos.
A empresa também questionou a maneira como sua proposta técnica foi avaliada. “A decisão da NASA parece ser inconsistente com os critérios de elegibilidade determinados pelo Congresso. Além disso, a avaliação punitiva da agência sobre o volume técnico da Rocket Lab foi inconsistente, fazendo afirmações e conclusões incorretas”, afirmou a companhia.
A Rocket Lab acrescentou que os padrões de contratação existem para garantir uma competição justa e proteger investimentos públicos. Segundo a empresa, o objetivo do protesto é assegurar que essas regras sejam respeitadas em uma infraestrutura considerada importante para a exploração de Marte nas próximas décadas. do nome “Network” Apesar do nome Mars Telecommunications Network, o projeto será formado por apenas uma espaçonave; O orbitador terá a função de atuar como uma espécie de ponte de comunicação entre a Terra e as missões da NASA na superfície e na órbita de Marte; Atualmente, apenas dois orbitadores da NASA cumprem essa função de retransmissão de dados no planeta.
São eles: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao espaço em 2005; A agência já estudava a criação de um novo orbitador de telecomunicações para Marte havia anos. O financiamento de US$ 700 milhões foi aprovado pelo Congresso em julho de 2025, e a NASA abriu a concorrência para propostas em maio deste ano; Rocket Lab e Blue Origin eram consideradas as principais concorrentes pelo contrato. No início deste mês, a NASA anunciou a escolha da empresa de Bezos; O acordo determina que a Blue Origin entregue a espaçonave à NASA até 31 de dezembro de 2028.
A expectativa é que o sistema esteja funcionando em Marte em 2030. Blue Origin já fez o mesmo com a NASAA disputa atual também reproduz uma situação pela qual a própria Blue Origin passou alguns anos atrás. Em 2021, a empresa de Jeff Bezos apresentou um protesto ao GAO depois que a NASA escolheu a SpaceX para fornecer o primeiro módulo lunar tripulado do programa Artemis. Na ocasião, o GAO rejeitou o protesto, em julho daquele ano.
A Blue Origin posteriormente processou a NASA, mas perdeu a disputa judicial em novembro de 2021. A história, porém, acabou tendo outro desfecho para a empresa. A NASA decidiu posteriormente selecionar um segundo módulo lunar para o programa Artemis e a Blue Origin venceu esse contrato em 2023. Agora, é a Rocket Lab que tenta reverter uma decisão da NASA por meio do mesmo mecanismo de contestação utilizado anteriormente pela empresa de Bezos. Rodrigo Mozelli Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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