📸 Créditos da imagem: Unsplash
Radar Big TechO que você precisa saber sobre o acordo bilionário da Meta nos EUAA Meta aceitou hoje pagar até US$ 17,1 bilhões a 47 estados dos EUA e prometeu mudanças no Instagram e no Facebook para reduzir o uso compulsivo. O que aconteceuA Meta fechou um acordo com 47 estados americanos mais o Distrito de Columbia e 3 territórios ultramarinos para encerrar acusações de que suas redes sociais prejudicaram jovens por estimular comportamento viciante. Pelo acerto, a empresa vai desembolsar cerca de US$ 12 bilhões de início, e o total pode chegar a US$ 17,1 bilhões se TikTok, Snap e YouTube também fizerem acordos semelhantes com os estados. O acordo é tratado como um marco porque reforça uma estratégia jurídica que compara redes sociais a produtos viciantes, como cigarros e caça-níqueis. A tese central das ações é que recursos como rolagem infinita, recomendações por algoritmo, notificações e reprodução automática foram desenhados para prender o usuário e, ao mesmo tempo, foram divulgados como seguros. O ponto central do acordo é que ele obriga a Meta a mexer no produto para todos os usuários nos EUA, o que pode afetar o modelo de negócios da empresa.
As mudanças incluem interrupções na rolagem sem fim, limites diários de uso e restrições noturnas para reduzir perda de sono e o consumo compulsivo. Ponto a ponto: o que significa o acordo da MetaPagamento bilionário com “gatilho” para subir. A Meta deve pagar cerca de US$ 12 bilhões no início, e o valor sobe para aproximadamente US$ 17,1 bilhões se Snap, TikTok e YouTube também aceitarem penalidades financeiras e mudanças de produto em acordos com os estados. Mudanças de design deixam de ser promessa e viram obrigação. Em vez de discutir apenas indenizações, o acerto amarra alterações no funcionamento do Instagram e do Facebook para reduzir padrões de uso considerados compulsivos. Rolagem infinita passa a ter interrupções.
A Meta se comprometeu a interromper o endless scrolling (rolagem sem fim), um dos recursos apontados nos processos como indutor de consumo prolongado. Limite diário de duas horas entra no pacote. O acordo prevê a imposição de um teto de duas horas por dia no Instagram e no Facebook, como forma de conter o tempo gasto nas plataformas. Uso na madrugada fica mais restrito. Para reduzir uso compulsivo e impacto no sono, a Meta vai limitar o uso entre meia-noite e 6h. Notificações noturnas serão silenciadas.
O acerto prevê que as notificações fiquem em silêncio das 22h às 7h, outro ponto citado nas ações como mecanismo que “puxa” o usuário de volta ao app. Recursos ligados à comparação social terão limites. A Meta concordou em restringir ferramentas que psicólogos associam a comparações negativas, como filtros de beleza e a contagem de cliques no botão de curtir. Verificação de idade e controle parental serão reforçados. O acordo prevê fortalecimento de ferramentas para checar idade e ampliar controles para responsáveis, tema recorrente em ações que tratam de danos a crianças e adolescentes. Pressão aumenta sobre TikTok, Snap e YouTube.
Como o valor total do acordo depende de acertos com outras plataformas, a negociação cria incentivo e pressão política para que as rivais também aceitem penalidades e mudanças. Setor pode entrar em nova fase de regulação via tribunais. O acordo é visto como sinal de virada para uma indústria que, segundo os autores das ações, escapou por anos de escrutínio regulatório sobre danos a crianças. Outros processos e a linha de defesa das empresasAlém dos estados, milhares de ações foram abertas por indivíduos, distritos escolares e procuradores-gerais. Parte dos casos busca indenização e mudanças no design, e há processos que acusam as empresas de incômodo público pelos custos que escolas dizem ter assumido por causa de vício em redes sociais. Um dos julgamentos citados como referência terminou com condenação por negligência contra Meta e YouTube.
Em março, um júri na Califórnia concluiu que as plataformas prejudicaram uma jovem identificada como K. G. M. que recebeu US$ 6 milhões; Meta e YouTube recorrem da decisão. As empresas negam que exista um vínculo científico claro entre uso de tecnologia e vício e citam proteções legais. Meta, Snap, TikTok e YouTube também apontam a Seção 230 da lei americana Communications Decency Act, que limita a responsabilidade das plataformas pelo que os usuários publicam. (Com informações do The New York Times) O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do.
📰 Leia a notícia completa em: UOL »