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A inteligência artificial (IA) está prestes a deixar de ser um diferencial competitivo entre grandes empresas, à medida que suas capacidades de previsão se tornam mais acessíveis e semelhantes.
Desafio das Empresas
Para o físico Carsten Polenz, a próxima disputa entre empresas estará menos relacionada à capacidade de prever cenários e mais à habilidade de escolher, entre milhares de possibilidades, quais ações devem ser tomadas.
A IA já consegue estimar quais oportunidades comerciais têm maior probabilidade de fechamento, apontar contas a receber com risco de atraso e calcular os possíveis efeitos de concessões sobre uma venda.
Limitações da IA
No entanto, essas previsões não respondem à principal questão da gestão: “O que a empresa deveria fazer de fato?”.
Uma decisão pode aumentar a receita, por exemplo, mas reduzir a margem, enquanto uma ação tomada para resolver um problema financeiro pode prejudicar uma relação estratégica com um cliente.
Computação para Decisão Empresarial
Polenz defende o surgimento de uma categoria que chama de “Computação para Decisão Empresarial”.
Essa abordagem consiste em transformar uma decisão empresarial em um modelo computável, reunindo ações possíveis, objetivos, restrições, incertezas e consequências econômicas para que o conjunto seja analisado e otimizado.
Vantagem Competitiva
A vantagem competitiva não começa com a computação quântica, mas sim com o modelo de decisão.
A computação quântica pode ser usada para analisar problemas altamente interconectados sem eliminar as relações que tornam a decisão mais próxima da realidade.
No entanto, a tecnologia não substituiria integralmente os métodos clássicos.
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