📸 Créditos da imagem: Unsplash
O caso da morte de uma adolescente em Naviraí, Mato Grosso do Sul, em 22 de julho, trouxe à tona a discussão sobre a segurança online e a responsabilidade das plataformas de comunicação.
O que aconteceu
A adolescente morreu após entrar em contato com um grupo suspeito de aliciar jovens, e o caso foi transmitido pelo Discord durante 45 minutos.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga as circunstâncias da morte e a atuação de integrantes de um grupo virtual.
Investigação
A investigação aponta que o grupo procurava crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional, conquistando a confiança das vítimas e as submetendo a isolamento, humilhações, coação e desafios de violência crescente.
A menina teria sido submetida a desafios antes de morrer, e integrantes do grupo a incentivaram a matar um animal e, posteriormente, a transmitir o próprio suicídio pelo Discord.
Operação Lívia
A Operação Lívia, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com apoio do Ministério da Justiça, cumpriu sete mandados em cinco estados e resultou na apreensão de cinco adolescentes investigados.
A polícia busca saber se há mais vítimas e integrantes do grupo, e equipamentos apreendidos serão periciados.
Medidas contra o Discord
A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) deu três dias úteis para o Discord suspender as transmissões ao vivo no Brasil.
A decisão atinge o ‘Go Live’ e recursos semelhantes de transmissão e compartilhamento de vídeo, e o restante da plataforma continuará funcionando.
O Discord terá de demonstrar que adotou medidas técnicas, de segurança e de governança para reduzir os riscos a crianças e adolescentes.
Pressão sobre o Discord
A primeira-dama, Janja, defendeu publicamente que o Discord fosse bloqueado no Brasil, afirmando que o episódio não seria isolado e classificando a plataforma como ‘cúmplice’ do que acontece em comunidades criminosas.
A ANPD abriu processo de fiscalização contra a empresa, investigando possíveis falhas na verificação da idade dos usuários, prevenção de riscos, retirada de conteúdo ilegal e comunicação de violações graves às autoridades.
O Discord menciona que investigou e desativou os servidores após a morte da adolescente e que mantém diálogo com as autoridades brasileiras.
📰 Leia a notícia completa em: UOL »