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Chegar a Marte continua sendo um dos maiores desafios da exploração espacial. Não basta construir uma nave capaz de sobreviver à viagem: também é necessário encontrar uma forma eficiente de percorrer dezenas de milhões de quilômetros pelo espaço.
Novo Propulsor da NASA
Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory (JPL) testaram com sucesso um novo propulsor eletromagnético alimentado por lítio. A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas pode ajudar a criar uma nova geração de sistemas de propulsão para missões de longa duração.
Durante os testes, os pesquisadores conseguiram fazer o propulsor atingir uma potência de 120 quilowatts. É um nível considerável para sistemas de propulsão elétrica e representa um passo importante no desenvolvimento de motores mais potentes para futuras espaçonaves.
Por que um Motor Elétrico?
Existe uma diferença fundamental entre propulsão química e elétrica. Motores químicos são extremamente potentes e continuam essenciais para retirar grandes veículos da superfície terrestre. No espaço, entretanto, outras características passam a ser importantes.
- Motores químicos são potentes, mas consomem muito combustível.
- Motores elétricos são menos potentes, mas podem funcionar por mais tempo.
Um propulsor elétrico normalmente gera menos empuxo instantâneo, mas pode permanecer funcionando durante muito mais tempo. Ao acelerar continuamente uma espaçonave durante semanas ou meses, esse tipo de tecnologia pode alcançar velocidades elevadas com uma eficiência muito maior no uso do propelente.
Energia Nuclear
Um propulsor eletromagnético de alta potência precisa de uma fonte capaz de fornecer grandes quantidades de eletricidade durante longos períodos. Painéis solares são extremamente úteis perto do Sol, mas sua capacidade de geração diminui conforme uma espaçonave se afasta da nossa estrela. Uma fonte nuclear poderia contornar parte dessa limitação.
Com um reator fornecendo eletricidade continuamente, uma futura espaçonave poderia manter seus propulsores funcionando durante períodos prolongados mesmo a grandes distâncias do Sol. Em teoria, a combinação entre geração nuclear e propulsão elétrica de alta potência poderia permitir veículos espaciais mais eficientes e potencialmente reduzir o tempo necessário para determinadas viagens interplanetárias.
Marte seria um dos principais candidatos. A tecnologia ainda está longe de levar astronautas ao planeta vermelho, mas o experimento mostra uma possível direção para o futuro da exploração espacial.
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