📸 Créditos da imagem: Roberto Sorin/Shutterstock
Um fenômeno envolvendo ondas sonoras na água pode ter revelado uma espécie de “brecha” que faz a energia de uma onda parecer se deslocar mais rápido que a velocidade da luz.
O efeito, porém, não permite enviar informação acima do limite estabelecido pela relatividade especial. A descoberta surgiu a partir de pesquisas sobre a propagação do som no oceano e pode, em tese, também ocorrer com ondas eletromagnéticas no vácuo.
Como funciona o fenômeno
O fenômeno depende da interferência entre ondas que percorrem caminhos diferentes. Em determinadas condições, a combinação entre uma onda que viaja diretamente da fonte até o receptor e outra que percorre um caminho refletido pode deslocar o pico de energia da onda resultante para uma posição que faria parecer que ele chegou ao destino antes do pico da onda direta.
Em simulação realizada pelos pesquisadores, o som se propagava debaixo d’água a 1.500 metros por segundo. Mesmo assim, os picos de energia resultantes da interferência pareciam se deslocar a 1.694,5 m/s e 2.782,5 m/s.
Implicações e limitações
A aparente superação do limite, no entanto, não significa que algo tenha realmente ultrapassado a velocidade da luz. A velocidade da informação é menor ou igual à velocidade da luz no vácuo, portanto, o efeito não viola a relatividade especial.
Os pesquisadores também observaram que a interferência pareceu proporcionar um pequeno aumento na velocidade de transmissão da informação, embora ainda abaixo do limite imposto pela relatividade.
Espectativa para o futuro
A parte mais especulativa da pesquisa está justamente aí. Os autores propõem que o mesmo mecanismo de combinação entre um caminho direto e outro refletido poderia funcionar não apenas com ondas sonoras, mas, também, com ondas eletromagnéticas no vácuo.
Caso o fenômeno também seja confirmado para ondas eletromagnéticas e produza os efeitos previstos, os pesquisadores afirmam que ele poderia representar uma maneira particularmente simples de observar uma propagação aparentemente superluminal.
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