📸 Créditos da imagem: © Indranil Mukherjee / Getty Images
A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso dia a dia, e agora ela também quer ocupar os discos de vinil.
A Suno, uma plataforma conhecida por gerar músicas completas a partir de comandos de texto, prepara um serviço para transformar faixas criadas por IA em discos físicos enviados diretamente para a casa dos usuários.
Suno Vinyl
O novo serviço, chamado Suno Vinyl, ainda não foi oficialmente lançado, mas a empresa já disponibilizou uma página para interessados entrarem em uma lista de espera.
Segundo as informações divulgadas, o usuário poderá selecionar músicas criadas pela plataforma, organizar as faixas e encomendar um disco de vinil personalizado.
O produto deverá custar US$ 45, sem incluir o frete. Cada disco poderá armazenar até 46 minutos de áudio, distribuídos entre os dois lados.
Personalização
Também será possível utilizar uma imagem própria na capa ou gerar a arte com inteligência artificial.
Dessa forma, praticamente todo o processo de criação do álbum poderá ser automatizado: músicas, letras, vozes, instrumentos e identidade visual.
A Suno afirma que as primeiras unidades produzidas serão destinadas às pessoas inscritas na lista de espera.
Críticas
O anúncio, no entanto, reacendeu críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial.
Plataformas generativas dependem de grandes centros de dados, que consomem energia e água para operar e resfriar seus equipamentos.
Além do processamento necessário para gerar músicas e imagens, o serviço acrescentará a fabricação de um objeto físico, a embalagem e o transporte até o consumidor.
Discussão
A chegada da Suno aos discos físicos também amplia uma discussão que acompanha a empresa desde seu lançamento.
Gravadoras e artistas acusam plataformas de música generativa de treinar seus sistemas com gravações protegidas por direitos autorais sem autorização.
A Suno afirma que sua tecnologia cria faixas novas, mas evita revelar em detalhes todo o material utilizado durante o treinamento.
Críticos argumentam que essas ferramentas dependem do trabalho de músicos reais para aprender estruturas, estilos, melodias, timbres e formas de produção.
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