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Três brechas na configuração de proxy do WebKit, que também afetam a Retransmissão Privada (Private Relay) do iCloud+, foram descobertas, permitindo que o endereço IP de usuários da Apple seja exposto a terceiros.
O comportamento afeta todos os navegadores para iOS que dependem de conexões proxy para ocultar o IP do iPhone.
Detalhes da falha
A falha foi localizada pelos desenvolvedores Talal Haj Bakry e Tommy Mysk, fundadores do navegador com foco em privacidade Psylo.
Eles explicaram como a exposição da informação do usuário ocorre:
- Navegadores baseados em WebKit no iOS e no macOS podem ser configurados para encaminhar todo o tráfego web por servidores proxy.
- Em teoria, toda conexão de rede iniciada por uma página deveria passar pelo proxy configurado, de modo que os sites enxergassem apenas o endereço IP do proxy.
- No entanto, descobrimos que três recursos do WebKit ignoram essa configuração e enviam tráfego diretamente do dispositivo.
Recursos afetados
As três ferramentas mencionadas incluem:
- Pré-busca (prefetching) de DNS, que resolve o endereço pelo caminho normal de DNS do dispositivo em vez de pelo proxy, expondo os servidores DNS reais do usuário;
- Related Origin Requests (ROR) do WebAuthn, que faz com que o serviço de credenciais do sistema busque, diretamente do dispositivo, um arquivo de validação hospedado no domínio de origem, expondo o endereço real do usuário;
- WebTransport, que ignora o proxy ao estabelecer uma conexão HTTP/3 direta.
No caso do Safari, o recurso Retransmissão Privada do iCloud+ também é afetado pela falha.
Conclusão
O problema foi resolvido na versão mais recente do Psylo, que desabilitou por ora o funcionamento do WebTransport e do WebAuthn, além de bloquear a dica de pré-busca de DNS.
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