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A tecnologia que quer conquistar uma região da Terra
Existe uma faixa da atmosfera terrestre que permanece praticamente fora do alcance da tecnologia atual. Ela está alta demais para aviões e balões meteorológicos, mas baixa demais para satélites convencionais.
Essa região, conhecida como mesosfera, está localizada entre aproximadamente 50 e 100 quilômetros de altitude. A mesosfera é considerada uma verdadeira fronteira entre a atmosfera e o espaço.
Desafios para estudar a mesosfera
Aviões não conseguem alcançar essa altitude. Balões meteorológicos também ficam abaixo dessa faixa. Já os satélites precisam permanecer em órbitas muito mais elevadas para não perder velocidade rapidamente devido ao atrito com a atmosfera.
Como resultado, essa região permanece relativamente pouco observada. No entanto, compreender melhor o comportamento da mesosfera pode trazer benefícios importantes para a ciência.
Uma solução inovadora
Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um conceito baseado em um fenômeno físico chamado fotoforese. Esse efeito pode produzir uma pequena força capaz de levantar objetos extremamente leves.
Os pesquisadores projetaram microplanadores cuja parte inferior absorve intensamente a luz solar, aquecendo-se mais do que a face superior. Essa diferença de temperatura cria uma força fotoforética suficiente para superar o peso dessas estruturas ultraleves.
Características dos microplanadores
- São minúsculos e extremamente leves
- Poderiam permanecer em operação durante vários meses
- Deslocam-se de forma passiva na mesosfera
- São monitorados remotamente por meio de radares ou tecnologia LIDAR
Os microplanadores poderiam ser lançados por balões estratosféricos ou foguetes. Depois de liberados, eles subiriam sozinhos até sua altitude operacional, graças ao efeito da fotoforese combinado com seu desenho aerodinâmico.
Impacto da tecnologia
A tecnologia pode revolucionar o estudo da atmosfera. Os microplanadores atuariam como sensores atmosféricos distribuídos em grande quantidade, permitindo que os cientistas acompanhem continuamente suas trajetórias e reconstruam com enorme precisão o comportamento dos ventos em grandes altitudes.
A resolução espacial prometida pelos pesquisadores seria inferior a um quilômetro, permitindo observar fenômenos atmosféricos que hoje passam despercebidos.
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