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Um estudo realizado por pesquisadores do Reino Unido acompanhou como o Apple Watch ajudou um atleta de 33 anos a diagnosticar e tratar uma Cardiomiopatia Arritmogênica (ACM), doença genética que causa a substituição do músculo cardíaco por tecido de gordura e fibrose.
Detecção precoce
Com o app ECG do Apple Watch, o atleta descobriu que o ritmo de seu coração estava acelerado e anormal — uma crise que durou 40 minutos e o fez procurar a emergência.
No hospital, os médicos primeiro suspeitaram de uma taquicardia comum e o fizeram passar pelo procedimento de ablação. Nos dias seguintes, no entanto, foi constatado que a arritmia estava voltando — o que o levou a fazer um segundo estudo eletrofisiológico com mapeamento 3D.
Diagnóstico e tratamento
Foram detectadas cicatrizes no ventrículo direito do atleta, que passou por uma bateria de exames os quais confirmaram o diagnóstico de ACM — que, por sua vez, levou o paciente a passar por uma cirurgia para implantar um desfibrilador visando evitar uma condição de morte súbita.
O Apple Watch se mostrou um aliado poderoso na detecção precoce de condições de saúde e funcionou como um complemento a exames clínicos.
Conclusões do estudo
O estudo concluiu que o smartwatch pode ir além das capacidades geralmente propagandeadas, destacando a possibilidade de detectar condições mais comuns, como fibrilação atrial, e também arritmias ventriculares clinicamente significativas.
O caso do atleta mostra que o relógio tem demonstrado capacidade crescente de capturar arritmias ventriculares potencialmente fatais caso não detectadas em tempo hábil.
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