Rover da NASA encontra em Marte rochas de mais de 3,9 bilhões de anos

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Rover da NASA encontra em Marte rochas de mais de 3,9 bilhões de anos

📸 Créditos da imagem: NASA/JPL

Pesquisadores identificaram em Marte evidências geológicas que remontam a mais de 3,9 bilhões de anos, preservadas em rochas localizadas nos arredores da Cratera Jezero.

A descoberta foi feita pelo rover Perseverance, da NASA, e pode ajudar os cientistas a compreender um período da história do Sistema Solar que praticamente desapareceu da Terra devido à ação da tectônica de placas e da erosão.

Formação preserva bilhões de anos da história marciana

A estrutura estudada é conhecida como membro Broom Point. Ela consiste em uma sequência de aproximadamente 75 metros de espessura, formada por diversas camadas de rochas acumuladas ao longo de um extenso período.

De acordo com os pesquisadores, essas camadas não surgiram em um único evento geológico. Elas foram construídas gradualmente a partir de detritos gerados por sucessivos impactos de asteroides durante um dos períodos mais violentos da história do Sistema Solar.

Perseverance encontrou seis tipos diferentes de rochas

Após descer a borda oeste da Cratera Jezero no início de 2025, o Perseverance utilizou seus instrumentos científicos para examinar a formação Broom Point.

Durante a investigação, o rover identificou seis tipos distintos de rochas. Entre elas estavam brechas compostas por fragmentos de rochas quebradas misturados a finas camadas de poeira rochosa.

  • Brechas compostas por fragmentos de rochas quebradas misturados a finas camadas de poeira rochosa;
  • Pequenas partículas escuras com aparência vítrea distribuídas por toda a formação.

Camadas indicam sucessivos impactos de asteroides

A repetição dos diferentes tipos de rochas levou os pesquisadores à conclusão de que a região foi atingida por diversos impactos ao longo do tempo, e não por uma única colisão de grandes proporções.

Cada impacto teria depositado uma nova camada de detritos sobre as anteriores, formando a espessa sequência observada atualmente.

Dois grandes impactos podem ter moldado a região

Outro aspecto que chamou a atenção da equipe foi a inclinação das camadas de rocha. Algumas delas apresentam ângulos superiores a 80 graus e hoje se encontram praticamente na posição vertical.

Os pesquisadores concluíram que o impacto responsável pela formação da Cratera Jezero, com cerca de 45 quilômetros de diâmetro, não seria suficiente para explicar essa deformação.

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