Brasil aposta em tecnologia forense para rastrear ouro ilegal e proteger a Amazônia

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Brasil aposta em tecnologia forense para rastrear ouro ilegal e proteger a Amazônia

📸 Créditos da imagem: © Unsplash

A mineração ilegal continua sendo uma das maiores ameaças à Amazônia, impulsionando o desmatamento, contaminando rios com mercúrio e invadindo terras indígenas.

Para enfrentar esse problema, o Brasil passou a recorrer a uma ferramenta pouco conhecida, mas extremamente sofisticada: a ciência forense.

Laboratório do ouro

Um laboratório especializado consegue identificar a origem do ouro apreendido com uma precisão comparável à análise de DNA, fortalecendo investigações criminais e dificultando a lavagem de minério extraído ilegalmente.

Cada fragmento de ouro guarda uma assinatura única, que é comparada com um banco de dados para verificar se ele realmente veio da área declarada por seu proprietário ou se foi retirado ilegalmente de unidades de conservação ou terras indígenas.

Métodos de análise

Para descobrir a procedência do ouro, os pesquisadores utilizam equipamentos de alta precisão, como espectrometria de fluorescência por raios X, microscopia eletrônica de varredura e espectrometria de massas com ablação a laser.

Essas tecnologias permitem analisar a composição química das amostras em detalhes extremamente precisos.

Desafios e soluções

Organizações criminosas utilizam diferentes esquemas para inserir ouro ilegal no mercado formal, como o uso de permissões minerárias legítimas para dar aparência legal a ouro retirado de áreas onde a mineração é proibida.

Para combater isso, um tribunal federal determinou que órgãos como o Banco Central e a Agência Nacional de Mineração implementem sistemas eficazes de rastreabilidade para acompanhar todo o percurso do ouro.

Impactos ambientais

A mineração ilegal deixa marcas profundas na Amazônia, com danos ambientais considerados extremamente difíceis de reverter, como o desmatamento e a contaminação de rios com mercúrio.

Estudo realizado em 2023 mostrou que 21,3% dos peixes comercializados em mercados amazônicos apresentavam concentrações de mercúrio acima dos limites considerados seguros.

Cooperação internacional

As investigações também revelaram que grupos criminosos passaram a utilizar países vizinhos para lavar ouro extraído ilegalmente, o que levou a uma cooperação internacional para combater o garimpo ilegal.

O governo brasileiro colocou em consulta pública um plano para eliminar gradualmente o uso de mercúrio na mineração de ouro, em cumprimento aos compromissos assumidos pelo país.

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