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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar suas críticas contra as regulamentações e penalidades impostas pela União Europeia às gigantes de tecnologia americanas. Em uma publicação em sua rede social, a Truth Social, o republicano prometeu investigar formalmente as sanções aplicadas a empresas como Apple, Amazon, Google e Meta. As companhias vêm sendo alvo constante de fiscalizações e multas sob a acusação de violar a Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA) do bloco europeu.
Em tom inflamado, Trump garantiu que reverterá as penalidades financeiras impostas aos grupos estadunidenses por meio de contra-ataques comerciais. O plano inclui a aplicação de tarifas alfandegárias substanciais sobre produtos da União Europeia. Durante a declaração, o presidente também criticou abertamente seu antecessor, Joe Biden, acusando o governo anterior de omissão diante das cobranças impostas pelos reguladores europeus.
Em sua declaração oficial, Trump relembrou os expressivos montantes cobrados do setor de tecnologia nos últimos tempos, argumentando que as punições financeiras ocorrem sem justificativas plausíveis e prejudicam a economia dos Estados Unidos.
Investigação comercial e ameaça de retaliação tarifária
Para conter o que classifica como uma prática ilegal de “roubar” empresas americanas e o próprio contribuinte do país, Trump anunciou a abertura imediata de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Esse dispositivo legal permite que o governo norte-americano apure e combata práticas tributárias ou comerciais consideradas injustas, arbitrárias ou discriminatórias adotadas por nações estrangeiras.
Segundo o presidente, as atitudes da União Europeia tratam os Estados Unidos como um fundo inagotável de recursos. Ele afirmou categoricamente que o país não continuará sendo tratado como um caixa eletrônico da Europa e garantiu que todas as penalidades aplicadas às Big Techs serão totalmente revertidas, acompanhadas da imposição de novas tarifas de importação assim que possível.
Valores das multas citadas pelo presidente
Durante a publicação, o mandatário norte-americano listou os valores das sanções aplicadas pelo bloco europeu às principais empresas do setor de tecnologia:
- Apple: penalidade de US$ 15 bilhões;
- Google: acumulado de sanções ultrapassando US$ 18 bilhões, incluindo uma recente cobrança de US$ 1 bilhão;
- Meta: multas somando US$ 3 bilhões;
- Amazon: penalidades atingindo US$ 2,5 bilhões.
Histórico de tensões e alinhamento com o setor
Esta postura firme contra as autoridades de Bruxelas não é inédita na trajetória política de Trump. Em seu segundo mandato, recém-empossado em 2025, o mandatário já havia classificado as multas da União Europeia como um pretexto para impor uma retaliação tributária desproporcional e injusta contra o capital norte-americano.
A forte defesa do governo americano em relação às companhias de tecnologia também reflete uma aproximação estratégica e financeira. O segundo mandato de Trump contou com o respaldo reputacional e financeiro de importantes executivos do setor, com destaque para o diretor executivo (CEO) da Apple, Tim Cook, que financiou a cerimônia de inauguração do governo. As declarações recentes sinalizam que o protecionismo comercial às empresas de tecnologia será uma prioridade na agenda externa da Casa Branca.
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