IA no marketing: o abismo entre o ROI que sentimos e o ROI que provamos

📡 Fonte: Tecmundo 🏷️ Inteligência Artificial 🤖 Auto
IA no marketing: o abismo entre o ROI que sentimos e o ROI que provamos

📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo

Quase nove em cada dez empresas já usam Inteligência Artificial (IA) de forma regular em pelo menos uma função.

Porém, apenas cerca de 6% conseguem atribuir a essa adoção um impacto financeiro mensurável no resultado.

O problema não é adotar IA, é provar o retorno dela

Essa lacuna não é exclusividade do marketing, mas nenhuma outra área a sente com tanta intensidade.

O motivo é estrutural: o marketing sempre trabalhou numa fronteira incômoda entre o que é percebido pelo cliente e o que é registrado na planilha.

Quando o ROI vira ROT

Um sintoma interessante desse momento é a ascensão do ROT, o Return on Time, como métrica paralela ao ROI tradicional.

A lógica por trás dele é sedutora: se a IA devolve horas ao time, essas horas têm valor, mesmo que não apareçam de imediato na linha de receita.

  • O problema é que o ROT, sozinho, mede esforço poupado, não resultado gerado.
  • Ele responde à pergunta ‘quanto tempo ganhamos’, mas não à pergunta que realmente importa para o negócio, que é ‘o que fizemos com esse tempo’.

Por que a régua financeira ainda falha

O motivo pelo qual tão poucas empresas conseguem provar o ROI da IA não é tecnológico, é organizacional.

Uma pesquisa constatou que apenas 5% dos que usam IA generativa como uma ferramenta isolada relatam ganhos significativos em resultados de negócio.

O que separa quem prova o retorno de quem só o sente

As poucas organizações que fecham essa lacuna têm um traço em comum: tratam a IA como parte da arquitetura de dados e processos, não como uma camada extra sobre o que já existia.

É uma mudança de postura, mais do que de tecnologia.

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