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Ao contrário do nosso Sol, a maioria das maiores estrelas do cosmos não é solitária, mas nasce junto com outra estrela no que se chama de sistema binário, destinada a passar a vida ligada gravitacionalmente em um ‘casamento cósmico’.
Pela primeira vez, cientistas descobriram evidências de duas estrelas massivas de um sistema binário que, em um período relativamente curto, esgotaram seu combustível e explodiram violentamente, deixando para trás, cada uma, uma nuvem reveladora de gás incandescente chamada nebulosa.
Descoberta
Com base em mais de 16 anos de observações do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi, os pesquisadores encontraram evidências de uma segunda nebulosa relativamente próxima, o que agora ajudou a situar a Nebulosa Medusa em seu contexto correto como parte de uma dupla catástrofe.
Uma dessas duas nebulosas está entre as mais conhecidas da nossa galáxia, a Via Láctea, chamada de Nebulosa Medusa por sua semelhança superficial com a criatura marinha com tentáculos.
Características
Acredita-se que, durante suas vidas, ambas as estrelas tenham sido pelo menos dezenas de milhares de vezes mais luminosas que o Sol.
Ambas estão localizadas a cerca de 6.000 anos-luz da Terra, na constelação de Gêmeos.
- A Nebulosa Medusa foi formada quando uma estrela com massa entre 15 e 25 vezes maior que a do Sol explodiu no final de seu ciclo de vida.
- A outra nebulosa foi formada pela explosão da estrela companheira binária, que tinha massa pelo menos 20 vezes maior que a do Sol.
Conclusão
A descoberta pode oferecer novas pistas sobre sistemas binários compostos por estrelas massivas.
Essa descoberta é uma oportunidade rara para reconstruir a história evolutiva completa de um sistema binário de estrelas massivas.
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