📸 Créditos da imagem: Marina acredita que a mudança pode dar margem a práticas abusivas por parte da multinacional - Davi Albuquerque/Folha de Pernambuco
“Sentirei um vazio muito grande quando for a uma loja de jogos e não encontrar uma mídia física. ” Esse é o sentimento da bacharel em Direito Marina Bivar após a Sony surpreender jogadores ao redor do mundo ao anunciar o fim dos discos físicos para o PlayStation. Os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital. Em uma publicação no PlayStation. Blog, a empresa japonesa afirmou que a mudança não afetará os jogos que já foram lançados nem os que serão lançados em formato físico antes de janeiro de 2028.
“A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados para consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028”, informou a empresa. o de 2026 para o período do Rec’n’Play A notícia não foi bem recebida pelo público que, apesar de já estar acostumado com a versão digital dos títulos, ainda mantém apego às mídias físicas. Nostalgia Em fevereiro deste ano, em entrevista à, a bacharel em Direito explicou que o amor pelos jogos começou aos oito anos, quando pediu um PlayStation 2 ao pai de presente de Natal.
Na época, um dos grandes prazeres de Marina era ir com o pai e os irmãos ao Centro do Recife para comprar novos títulos. “Confesso que estou bem triste com a decisão, pois sempre preferi jogos em mídia física, especialmente por essa questão nostálgica. A melhor sensação do mundo era comprar os jogos com meu pai”, lembra a gamer.
“E eu continuei consumindo discos físicos no PlayStation 3 e 4, no Xbox 360 e no PC”, afirma, apesar de também fazer compras digitais. Mesmo com a decepção, o fim dos discos já era uma perspectiva aguardada pelos gamers, principalmente porque os jogos para computador já são vendidos de forma semelhante. Os discos físicos para PC ainda existem, mas são extremamente raros, já que o mercado migrou quase 100% para o formato digital.
Para garantir um título, o jogador precisa acessar uma plataforma oficial, como Steam ou Epic Games Store. Práticas abusivas Além da nostalgia, Marina acredita que a mudança pode dar margem a práticas abusivas por parte da multinacional, principalmente porque o usuário deixa de ter a propriedade da mídia (o produto físico em si) e passa a possuir apenas uma licença de uso vinculada à sua conta. “A ausência da propriedade do jogo gera muito poder para a empresa e pode causar um desequilíbrio econômico-financeiro na relação de consumo”, explica.
“O jogo, então, acaba pertencendo à empresa, e os gamers pagam preços, muitas vezes, absurdos por uma licença de uso que fica atrelada às regras da empresa. ” Outro ponto que incomoda os jogadores após a decisão é o fato de muitos terem investido mais na compra de um PlayStation 5 com leitor de discos, principalmente por deduzirem que esse equipamento teria utilidade nos próximos anos. Por isso, a deputada federal Erika Hilton informou, em sua conta oficial no X (antigo Twitter), que encaminhou à Secretaria Nacional do Consumidor as denúncias recebidas sobre o fim dos jogos em mídia física para os consoles. “É grave a questão da posse do jogo.
Os jogos em mídia digital, na maioria esmagadora dos casos, não são ‘vendidos’. Eles são ‘licenciados’ ao consumidor mediante pagamento”, disse a deputada nas redes sociais. “E as empresas distribuidoras desses jogos se reservam o direito de cancelar essa licença a qualquer momento.
Assim, um jogo pode simplesmente sumir da bibliot do consumidor que acreditou ter comprado o jogo. ” Em nota publicada pela deputada, o Procon de São Paulo afirmou que os consumidores de jogos físicos e digitais para consoles PlayStation devem ter seus direitos respeitados, inclusive o de emprestar e revender o produto a outras pessoas. No entanto, o órgão não se opôs à mudança anunciada pela Sony, mas reforçou a necessidade de a empresa japonesa respeitar todos os direitos dos consumidores durante esse processo de migração. Para a gamer, as expectativas de uma possível reversão da decisão são baixas.
“Quanto mais barulho fizermos nas redes sociais e mais denúncias fizermos ao Procon, maiores serão as chances de evitar possíveis desvantagens para os jogadores. E, talvez, quem sabe, possamos até ver a Sony desistindo dessa ideia… Acho difícil, mas tenho esperanças”, finalizou Marina Bivar. mundo ao anunciar o fim dos discos físicos para o PlayStation.
Os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital. Em uma publicação no PlayStation. Blog, a empresa japonesa afirmou que a mudança não afetará os jogos que já foram lançados nem os que serão lançados em formato físico antes de janeiro de 2028. “A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados para consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028”, informou a empresa.
o de 2026 para o período do Rec’n’Play A notícia não foi bem recebida pelo público que, apesar de já estar acostumado com a versão digital dos títulos, ainda mantém apego às mídias físicas. Nostalgia Em fevereiro deste ano, em entrevista à, a bacharel em Direito explicou que o amor pelos jogos começou aos oito anos, quando pediu um PlayStation 2 ao pai de presente de Natal. Na época, um dos grandes prazeres de Marina era ir com o pai e os irmãos ao Centro do Recife para comprar novos títulos.
“Confesso que estou bem triste com a decisão, pois sempre preferi jogos em mídia física, especialmente por essa questão nostálgica. A melhor sensação do mundo era comprar os jogos com meu pai”, lembra a gamer. “E eu continuei consumindo discos físicos no PlayStation 3 e 4, no Xbox 360 e no PC”, afirma, apesar de também fazer compras digitais.
Mesmo com a decepção, o fim dos discos já era uma perspectiva aguardada pelos gamers, principalmente porque os jogos para computador já são vendidos de forma semelhante. Os discos físicos para PC ainda existem, mas são extremamente raros, já que o mercado migrou quase 100% para o formato digital. Para garantir um título, o jogador precisa acessar uma plataforma oficial, como Steam ou Epic Games Store.
Práticas abusivas Além da nostalgia, Marina acredita que a mudança pode dar margem a práticas abusivas por parte da multinacional, principalmente porque o usuário deixa de ter a propriedade da mídia (o produto físico em si) e passa a possuir apenas uma licença de uso vinculada à sua conta. “A ausência da propriedade do jogo gera muito poder para a empresa e pode causar um desequilíbrio econômico-financeiro na relação de consumo”, explica. “O jogo, então, acaba pertencendo à empresa, e os gamers pagam preços, muitas vezes, absurdos por uma licença de uso que fica atrelada às regras da empresa. ” Outro ponto que incomoda os jogadores após a decisão é o fato de muitos terem investido mais na compra de um PlayStation 5 com leitor de discos, principalmente por deduzirem que esse equipamento teria utilidade nos próximos anos.
Por isso, a deputada federal Erika Hilton informou, em sua conta oficial no X (antigo Twitter), que encaminhou à Secretaria Nacional do Consumidor as denúncias recebidas sobre o fim dos jogos em mídia física para os consoles. “É grave a questão da posse do jogo. Os jogos em mídia digital, na maioria esmagadora dos casos, não são ‘vendidos’.
Eles são ‘licenciados’ ao consumidor mediante pagamento”, disse a deputada nas redes sociais. “E as empresas distribuidoras desses jogos se reservam o direito de cancelar essa licença a qualquer momento. Assim, um jogo pode simplesmente sumir da bibliot do consumidor que acreditou ter comprado o jogo. ” Em nota publicada pela deputada, o Procon de São Paulo afirmou que os consumidores de jogos físicos e digitais para consoles PlayStation devem ter seus direitos respeitados, inclusive o de emprestar e revender o produto a outras pessoas.
No entanto, o órgão não se opôs à mudança anunciada pela Sony, mas reforçou a necessidade de a empresa japonesa respeitar todos os direitos dos consumidores durante esse processo de migração. Para a gamer, as expectativas de uma possível reversão da decisão são baixas. “Quanto mais barulho fizermos nas redes sociais e mais denúncias fizermos ao Procon, maiores serão as chances de evitar possíveis desvantagens para os jogadores.
E, talvez, quem sabe, possamos até ver a Sony desistindo dessa ideia… Acho difícil, mas tenho esperanças”, finalizou Marina Bivar.
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