Estudo com mais de 155 mil estrelas reforça idade de 13,8 bilhões de anos do Universo

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Estudo com mais de 155 mil estrelas reforça idade de 13,8 bilhões de anos do Universo

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A idade do Universo é uma das questões mais importantes da cosmologia moderna. Embora o valor de aproximadamente 13,8 bilhões de anos seja aceito pela comunidade científica há décadas, interpretações equivocadas de estudos recentes levaram muitas pessoas a acreditar que o Universo seria muito mais antigo.

Estimativa da idade do Universo

A estimativa de 13,8 bilhões de anos não depende de uma única observação. Ela resulta da combinação de diferentes métodos que se confirmam mutuamente.

Os principais métodos incluem:

  • A radiação cósmica de fundo em micro-ondas, a luz mais antiga do Universo, emitida cerca de 380 mil anos após o Big Bang.
  • As oscilações acústicas de bárions.
  • A evolução de aglomerados estelares.
  • A idade das estrelas mais antigas conhecidas.

A tensão de Hubble

A tensão de Hubble surge porque diferentes métodos de medição da constante de Hubble produzem resultados distintos. As observações do Universo primordial indicam uma taxa de expansão menor do que aquela medida utilizando galáxias relativamente próximas.

Para obter uma estimativa independente da idade mínima do Universo, os pesquisadores analisaram inicialmente 247.103 estrelas subgigantes observadas pelos levantamentos astronômicos LAMOST e Gaia. Após diversos processos de validação, a amostra final foi reduzida para 155.600 estrelas.

James Webb e a idade do Universo

O estudo também ajuda a esclarecer uma interpretação equivocada que ganhou força nos últimos anos. Após as primeiras imagens obtidas pelo Telescópio Espacial James Webb, diversas publicações nas redes sociais afirmaram que o equipamento teria descoberto galáxias “velhas demais” para um Universo de apenas 13,8 bilhões de anos.

No entanto, as observações desafiaram alguns modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias, mas não demonstraram que a idade do Universo estava errada. Agora, ao utilizar uma abordagem completamente diferente — baseada na idade das estrelas mais antigas da Via Láctea — os pesquisadores chegaram praticamente ao mesmo resultado obtido por meio da radiação cósmica de fundo.

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