Protestos contra centros de dados nos EUA ganham amplitude nacional conforme reação negativa cresce

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Protestos contra centros de dados nos EUA ganham amplitude nacional conforme reação negativa cresce

📸 Créditos da imagem: Unsplash

Uma onda de protestos contra a rápida expansão dos centros de dados nos Estados Unidos está prestes a atingir uma escala nacional neste sábado, marcando a primeira iniciativa coordenada em todo o país para canalizar a crescente indignação pública. Manifestantes planejam se reunir em pelo menos 125 locais, refletindo uma reação negativa que se intensificou ao longo do último ano e tem agitado a política local em diversas comunidades.

A mobilização é orquestrada pelo grupo HumansFirst, cofundado por um ex-líder do movimento Tea Party. Ele traça paralelos entre a atual oposição aos centros de dados e o movimento populista de direita que emergiu em 2009, o qual protestava contra o que considerava tributação excessiva e interferência governamental. Essa comparação sublinha a natureza populista e de base da resistência atual.

Os manifestantes se posicionam contra o que o HumansFirst descreve como uma expansão “irresponsável” de centros de dados, que, segundo eles, representa uma “violação inaceitável de nossa liberdade”. A preocupação central reside no impacto desproporcional que essas infraestruturas gigantescas têm sobre as comunidades locais.

Historicamente, cidades e condados têm sido a linha de frente da oposição, muitas vezes confrontando projetos de centros de dados que foram aprovados com autoridades locais assinando acordos de confidencialidade com as incorporadoras. Essa prática tem gerado resistência entre os moradores e levantado questões sobre a falta de fiscalização regulatória. Agora, a indignação está escalando, forçando políticos nos âmbitos estadual e nacional a se posicionarem diante da ameaça de contas de energia mais altas, do desvio de recursos hídricos essenciais e da poluição ambiental.

A oposição aos centros de dados se destaca como uma das poucas questões capazes de unir os norte-americanos em um consenso. Uma pesquisa recente, realizada em junho, revelou que apenas um terço dos cidadãos aprova o ritmo atual de construção de centros de dados nos EUA. O apoio é ainda menor quando se trata de projetos locais.

Especificamente, a pesquisa indicou que apenas 14% dos entrevistados apoiariam a construção de um centro de dados em sua própria comunidade, mesmo que fosse para dar suporte a projetos de inteligência artificial de gigantes da tecnologia como Meta, Alphabet, Amazon, Microsoft e a xAI de Elon Musk. Esses números sublinham a profunda desconfiança e preocupação da população em relação ao avanço dessas infraestruturas.

Em resposta às crescentes críticas, a Data Center Coalition, uma associação e grupo de lobby do setor, não se pronunciou imediatamente sobre os protestos iminentes. No entanto, em declarações anteriores, a coalizão afirmou seu compromisso em atuar como “vizinhos responsáveis” nas comunidades onde operam, buscando mitigar os impactos negativos e promover uma convivência harmoniosa.

A amplitude nacional dos protestos deste sábado sinaliza um ponto de inflexão na discussão sobre o futuro da infraestrutura de IA e tecnologia nos EUA, transformando uma série de disputas locais em um movimento de base com implicações políticas e ambientais significativas em todo o país.

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