‘Backrooms’ vira alvo de polêmica após erro de copyright ameaçar comunidade que inspirou o filme

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‘Backrooms’ vira alvo de polêmica após erro de copyright ameaçar comunidade que inspirou o filme

📸 Créditos da imagem: © A24

O sucesso cinematográfico de 2026, “Backrooms”, viu-se envolvido em uma inesperada controvérsia poucos dias após seu lançamento nas plataformas digitais. Um erro em um sistema automatizado de combate à pirataria quase abalou a relação entre a produtora A24, o diretor Kane Parsons e a vasta comunidade online que deu origem ao fenômeno, gerando acusações de abuso de direitos autorais e uma forte reação nas redes sociais.

A polêmica teve início quando diversos artistas e desenvolvedores independentes começaram a relatar que seus produtos, inspirados no universo de Backrooms, estavam sendo removidos de plataformas devido a supostas reivindicações de direitos autorais. A situação rapidamente escalou, levantando preocupações sobre a apropriação de um conceito nascido da colaboração coletiva da internet por uma grande produção de Hollywood.

Entre os casos mais notórios, destacou-se o de um criador que utilizava um papel de parede liminar, visualmente similar ao que inspirou a creepypasta original, muito antes do desenvolvimento do filme. Outro incidente envolveu o jogo “Backrooms: Level 94”, disponível na Google Play, que também foi alvo de remoção.

Inicialmente, a comunidade atribuiu as notificações de copyright diretamente à A24, o que provocou uma onda de críticas ao estúdio. Contudo, o desenvolvedor Davilkus Games, responsável por “Backrooms: Level 94”, esclareceu posteriormente que a remoção de seu jogo ocorreu devido a um erro automatizado do Google, e não por uma ação deliberada de direitos autorais da produtora cinematográfica.

Ao tomar conhecimento das crescentes reclamações no Reddit, o próprio Kane Parsons, diretor do filme, interveio. Identificado como um usuário da plataforma, Parsons afirmou que investigaria o ocorrido imediatamente. O diretor sempre foi um defensor fervoroso da ideia de que Backrooms pertence à cultura da internet, descrevendo o conceito como uma ideia de domínio público, construída coletivamente por milhares de pessoas ao longo dos anos. Essa postura fez com que muitos fãs estranhassem a possibilidade de o filme tentar restringir conteúdos produzidos pela mesma comunidade que ajudou a popularizar o universo dos corredores infinitos.

Pouco depois, Parsons compartilhou informações recebidas diretamente da A24. Segundo o estúdio, um sistema terceirizado, cuja função é localizar e remover cópias ilegais do filme, acabou identificando, por engano, conteúdos legítimos produzidos por fãs. A operação tinha como objetivo principal combater a pirataria do longa-metragem que circulava nas redes sociais, e não atingir obras inspiradas no vasto universo de Backrooms.

Em uma mensagem divulgada no Instagram oficial do filme, a A24 reforçou seu posicionamento, declarando que não reivindica qualquer direito sobre o famoso papel de parede amarelo, sobre a postagem original que deu origem à creepypasta, nem sobre as inúmeras criações desenvolvidas pela comunidade ao longo dos anos. O estúdio ainda afirmou que continuará apoiando artistas independentes que, assim como Kane Parsons, encontraram inspiração nesse universo colaborativo.

Embora o problema tenha sido rapidamente resolvido, o episódio ocorreu em um momento delicado para a A24. Recentemente, o estúdio já havia enfrentado críticas por sua parceria com o Google em pesquisas envolvendo inteligência artificial, o que gerou resistência em parte do público. A polêmica de Backrooms reforçou as preocupações sobre o uso de sistemas automatizados para aplicar direitos autorais, que podem afetar diretamente pequenos criadores que dependem dessas obras para sustentar seus negócios.

A rápida resposta de Kane Parsons e o posicionamento oficial da A24 foram cruciais para evitar que uma falha técnica se transformasse em um conflito muito maior entre Hollywood e uma das comunidades criativas mais importantes surgidas na internet, em um cenário onde a A24 também enfrenta a concorrência de outros grandes estúdios interessados em trabalhar com o diretor em futuros projetos.

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