📸 Créditos da imagem: Unsplash
Um vídeo viral em que um robô humanoide parece atacar pessoas em um escritório na Indonésia foi um ‘mal-entendido’ ocorrido em uma empresa, não uma ‘rebelião’ de inteligência artificial.
O que aconteceu
Gravação publicada no TikTok em 5 de julho acumulou mais de 100 milhões de visualizações e confundiu parte do público.
A cena foi publicada pelo perfil Joko Prabuwesi, que é o nome do robô humanoide.
Na cena, pessoas tentam segurar o robô, que desfere golpes de artes marciais.
A explicação
Apesar de parecer uma agressão, segundo os responsáveis pelo robô, foi apenas uma rotina do humanoide.
Segundo a equipe que gerencia o robô, eles disseram que uma pessoa o ligou pela primeira vez, e o humanoide começou a executar uma rotina de artes marciais, o que parece ser um ataque.
A cena foi gravada e, posteriormente, publicada nas redes sociais.
Os movimentos do robô
Os movimentos do robô foram pré-programados.
Eles fazem parte de uma sequência para mostrar equilíbrio, velocidade e resposta do equipamento.
Trata-se de um robô modelo G1, feito pela empresa chinesa Unitree, capaz de executar movimentos complexos, incluindo demonstrações de artes marciais.
Um exemplar custa cerca de US$ 33 mil (cerca de R$ 168 mil).
A viralização
Depois da viralização, o robô foi parar na TV da Indonésia.
Antes de aparecer em um programa da TV local, o robô, em um vídeo também postado no TikTok, pediu desculpas ao funcionário ‘agredido’ por ele.
Durante a participação, o robô fez uma dancinha e ainda executou uma simulação de luta.
Como assim robô agredindo pessoas?
Viralização é um dos pontos-chave da empresa por trás do robô.
A empresa polonesa Mera Robotics atua na programação de robôs.
Uma das estratégias da companhia é ter ‘projetos de robôs sociais’.
As pessoas compram os robôs, e a Mera Robotics as ajuda a programá-los e a transformá-los em influenciadores.
Os donos dos robôs, então, criam situações para gerar ‘visibilidade orgânica’.
Outros robôs
Há outros três robôs pelo mundo.
Um na Polônia, chamado Edward Warchocki, outro em Dubai, chamado Amir, e outro nos EUA, batizado como Hudson.
Todos eles têm perfis nas redes sociais com milhares de seguidores.
Boa parte desses robôs é usada em ações de marketing em eventos e demonstrações.
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