Jejum intermitente ajuda a manter a perda de peso por até um ano, confirma novo estudo

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Jejum intermitente ajuda a manter a perda de peso por até um ano, confirma novo estudo

📸 Créditos da imagem: © Getty Images - Unsplash

Perder peso é frequentemente o primeiro de muitos desafios para indivíduos que lidam com sobrepeso ou obesidade. A verdadeira batalha, no entanto, reside em manter esses resultados ao longo do tempo, uma tarefa que se mostra consideravelmente mais difícil para a maioria.

Nesse cenário, uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Granada, na Espanha, surge com descobertas animadoras. O estudo sugere que o jejum intermitente pode ser uma estratégia eficaz para combater o temido “efeito sanfona”, ajudando a preservar a perda de peso por um período significativo.

Os resultados da investigação indicam que pessoas que adotam uma janela de alimentação restrita a oito horas diárias conseguem manter a redução de peso por, no mínimo, um ano após a conclusão da intervenção. Essa constatação oferece uma perspectiva promissora para a sustentabilidade dos esforços de emagrecimento.

Estudo avaliou o jejum intermitente 16: 8

A pesquisa, cujos achados foram publicados na prestigiada revista Clinical Nutrition, focou em uma das modalidades mais difundidas do jejum intermitente: o protocolo 16: 8. Este modelo envolve um período de 16 horas de jejum, com todas as refeições concentradas nas oito horas restantes do dia.

De acordo com os pesquisadores, a principal vantagem dessa abordagem é a redução natural do consumo diário de energia. Isso ocorre sem a necessidade de uma contagem rigorosa de calorias ou de alterações específicas na proporção de carboidratos, proteínas e gorduras na dieta.

Estudos anteriores já haviam apontado que esse padrão alimentar tende a diminuir a ingestão energética diária em cerca de 300 a 500 calorias, o que favorece uma perda de peso moderada e contribui para melhorias na saúde metabólica geral.

A perda de peso permaneceu após um ano

Um dos objetivos cruciais da nova pesquisa era verificar a persistência dos benefícios do jejum intermitente após o término da fase de intervenção. Os resultados foram claros: os participantes conseguiram manter o peso perdido mesmo 12 meses depois do acompanhamento inicial.

Interessantemente, o horário escolhido para a janela alimentar não demonstrou fazer uma diferença significativa nos resultados gerais. Voluntários que optaram por comer entre 9h e 17h apresentaram desfechos semelhantes àqueles que preferiram concentrar suas refeições entre 13h e 21h.

Contudo, houve uma nuance importante: os participantes que adotaram a janela de alimentação mais cedo (9h às 17h) mantiveram uma redução ligeiramente maior na gordura corporal, um detalhe que pode ser relevante para futuras recomendações.

Um hábito que parece fácil de manter

Alba Camacho Cardeñosa, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, destacou que as descobertas são fundamentais para responder a uma questão persistente sobre o jejum intermitente. Embora houvesse evidências sólidas de sua eficácia na perda de peso a curto prazo, a manutenção desses efeitos a longo prazo ainda era incerta.

Um dado revelador do estudo foi que, durante o período de acompanhamento, aproximadamente um terço dos participantes decidiu continuar praticando o jejum intermitente por iniciativa própria. Para a equipe de pesquisa, esse comportamento sugere que o método pode ser relativamente simples e adaptável para ser incorporado à rotina diária das pessoas.

O jejum intermitente pode ser uma ferramenta contra o efeito sanfona

Esta pesquisa faz parte de um projeto mais abrangente, cujos resultados preliminares já haviam sido divulgados na renomada revista Nature Medicine. Naquele estudo anterior, participantes que seguiram protocolos de alimentação com restrição de horário perderam, em média, entre três e quatro quilos a mais do que aqueles que receberam apenas orientações nutricionais convencionais.

Agora, os novos resultados reforçam que o benefício mais significativo do jejum intermitente pode não ser apenas a perda de peso inicial, mas sim a capacidade de sustentar essa redução ao longo do tempo. Considerando que menos de 20% das pessoas com sobrepeso conseguem manter a perda de peso por mais de um ano após tratamentos baseados exclusivamente em mudanças no estilo de vida, estratégias sustentáveis como o jejum intermitente representam uma alternativa promissora.

Apesar do otimismo, os especialistas enfatizam que esse padrão alimentar não deve substituir uma dieta equilibrada e o acompanhamento de profissionais de saúde qualificados. O jejum intermitente pode ser uma ferramenta valiosa para certas pessoas, mas sua adoção deve ser individualizada, levando em conta as necessidades específicas e as condições de saúde de cada paciente.

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