Estudo expõe vulnerabilidades no funcionamento do AirDrop (e do Quick Share)

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Estudo expõe vulnerabilidades no funcionamento do AirDrop (e do Quick Share)

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Estudo Detalha Vulnerabilidades Críticas em AirDrop e Quick Share

Especialistas em segurança digital revelaram recentemente um estudo aprofundado que expõe a presença de três vulnerabilidades distintas nos protocolos de compartilhamento sem fio AirDrop, da Apple, e Quick Share, do Android. As falhas, que afetam a interoperabilidade e a segurança dos dispositivos, destacam desafios comuns na engenharia de sistemas baseados em proximidade.

Uma das brechas identificadas pelos pesquisadores Arash Ale Ebrahim e Nils Ole Tippenhauer já foi corrigida pela Apple. Essa vulnerabilidade permitia a interrupção de diversos serviços de continuidade entre os sistemas da empresa, como o próprio AirDrop, AirPlay, Handoff, a Área de Transferência Universal (Universal Clipboard) e a Câmera de Continuidade (Continuity Camera).

O ataque explorava essa falha de forma engenhosa. Um invasor, operando a uma curta distância do dispositivo-alvo – tipicamente entre 10 e 30 metros – e utilizando um notebook equipado com Wi-Fi, conseguia desencadear uma chamada conhecida como “Swift fatalError”. Esta chamada está presente no código responsável por processar solicitações web recebidas, direcionando-as conforme o caminho solicitado.

A exploração consistia em requisitar um caminho específico que ativava essa chamada fatal, resultando no encerramento de todos os processos de compartilhamento. Enquanto o ataque estivesse ativo, qualquer tentativa de conexão ou uso dos serviços afetados falharia, bloqueando efetivamente a comunicação sem fio do usuário.

Arash Ale Ebrahim comentou sobre a natureza dessas vulnerabilidades, enfatizando que a sobreposição de problemas entre as soluções da Apple e do Google não é uma coincidência. “Não acho que essa sobreposição seja algo exclusivo da Apple ou do Google. […] Em vez disso, ela reflete desafios comuns de engenharia em protocolos baseados em proximidade”, explicou Ebrahim.

Ele acrescentou que “esses serviços são projetados para oferecer uma experiência contínua para o usuário, o que significa que processos privilegiados precisam tratar entradas complexas controladas por atacantes antes que autenticação ou aprovação do usuário aconteçam. Isso inevitavelmente cria uma grande superfície de ataque pré-autenticação”. A Apple confirmou aos pesquisadores que uma das vulnerabilidades reportadas do AirDrop foi corrigida em uma atualização de software e recebeu um identificador CVE.

As outras duas vulnerabilidades, embora ainda não detalhadas publicamente, também envolvem falhas no tratamento de dados que podem levar ao não funcionamento dos serviços. Uma delas está ligada ao parser da lista de propriedades da Apple, que lida com arquivos XML. O ataque exploraria documentos com níveis excessivos de aninhamento, esgotando a pilha de execução do sistema.

A segunda falha restante diz respeito ao parser HTTP do sistema. Um ataque não especificado poderia provocar falhas por meio de cabeçalhos malformados, especialmente aqueles relacionados ao tamanho e à fragmentação das requisições, comprometendo a integridade da comunicação.

Ebrahim assegurou que a Apple está ativamente trabalhando para resolver esses problemas pendentes. “Os relatórios restantes relacionados à Apple ainda estão em processo coordenado de divulgação e ainda não receberam atribuições públicas de CVE”, concluiu o pesquisador, indicando que novas correções e informações devem ser divulgadas em breve.

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