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Astrônomos encontram dois planetas mais leves que algodão-doce e tentam explicar o impossível
Um sistema raro pode revelar como esses planetas se formam
A busca por exoplanetas continua revelando cenários que parecem desafiar as leis da natureza. Desta vez, uma equipe internacional de astrônomos encontrou dois gigantes gasosos com uma característica praticamente inacreditável: eles são tão pouco densos que rivalizam com o algodão-doce.
Os dois exoplanetas, batizados de TOI-791 b e TOI-791 c, orbitam uma estrela anã do tipo F7 localizada a cerca de 1.110 anos-luz da Terra, na constelação austral de Volans.
Apesar de possuírem dimensões semelhantes às de Júpiter, ambos têm uma massa muito menor do que seria esperado para corpos desse porte.
Um sistema raro pode revelar como esses planetas se formam
- Os pesquisadores acreditam que os dois exoplanetas nasceram praticamente ao mesmo tempo, a partir do mesmo disco de gás e poeira que envolvia sua estrela durante os primeiros estágios de formação.
- Além de compartilharem essa origem, eles mantêm uma configuração orbital bastante incomum conhecida como ressonância de movimento médio 5: 3.
Essa dança gravitacional faz com que ambos exerçam pequenas influências um sobre o outro, provocando alterações sutis no momento em que passam diante da estrela observada da Terra.
Cientistas e voluntários trabalharam juntos na descoberta
Curiosamente, a identificação inicial dos dois planetas não ocorreu apenas dentro de laboratórios. Voluntários que participam do projeto de ciência cidadã Planet Hunters TESS identificaram sinais compatíveis com TOI-791 b em 2019 e, anos depois, localizaram indícios de TOI-791 c em 2023.
O programa analisa dados coletados pelo satélite TESS, da NASA, em busca de pequenas oscilações no brilho das estrelas que possam indicar a presença de exoplanetas.
O mistério dos planetas “super puff” continua sem resposta definitiva
A hipótese mais aceita sugere que esses mundos possuem atmosferas gigantescas compostas principalmente por hidrogênio e hélio, responsáveis por boa parte de seu volume, mas com relativamente pouca massa.
Os pesquisadores acreditam que essas espessas camadas gasosas podem ter se formado quando os planetas ainda estavam muito mais distantes de sua estrela, em regiões frias do disco protoplanetário, onde era mais fácil acumular grandes quantidades de gás ao redor de um núcleo sólido.
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