Brecha incorrigível afeta iPhones com chips A12 e A13, revela empresa

📡 Fonte: Tecmundo 🏷️ Apple 🤖 Auto
Brecha incorrigível afeta iPhones com chips A12 e A13, revela empresa

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Vulnerabilidade Crítica e Incorrigível Ameaça iPhones com Chips A12 e A13

Uma descoberta alarmante da empresa de segurança Paradigm Shift revelou uma falha grave e, aparentemente, incorrigível que afeta o código de inicialização de milhões de iPhones. A vulnerabilidade, batizada de “usbliter8”, atinge especificamente aparelhos da Apple equipados com os chips A12 e A13, levantando sérias preocupações sobre a segurança a longo prazo desses dispositivos.

O cerne do problema reside no BootROM, um componente fundamental gravado diretamente no silício do hardware. O BootROM é o primeiro código a ser executado quando um iPhone é ligado, e sua função primordial é verificar a integridade e legitimidade do sistema operacional iOS antes mesmo que o aparelho inicie. Por estar em um nível tão baixo e físico, falhas no BootROM são extremamente difíceis, senão impossíveis, de serem corrigidas via atualizações de software, o que significa que os iPhones afetados podem nunca estar totalmente seguros contra essa brecha.

Os pesquisadores da Paradigm Shift detalharam como o exploit “usbliter8” funciona. Quando um iPhone é conectado a um computador, o chip reserva um espaço específico na memória para receber dados via USB. No entanto, ao enviar uma sequência particular de pacotes de dados, o controlador do chip é induzido a um estado de confusão. Essa falha permite que códigos maliciosos sejam inseridos em áreas da memória que deveriam ser protegidas, contornando as defesas iniciais do sistema.

Quais Aparelhos Foram Afetados e o Que Esperar?

A vulnerabilidade impacta diretamente os dispositivos que utilizam os chips A12 e A13. Se o seu smartphone não possui um desses processadores, você pode ficar tranquilo em relação a essa falha específica. No entanto, a lista de modelos afetados inclui alguns dos iPhones mais populares:

  • iPhones XR e XS (com chip A12): Estes modelos são os mais suscetíveis a ataques, dada a relativa facilidade de executar códigos maliciosos através da brecha.
  • iPhone 11 (com chip A13): Embora também possua a propensão à vulnerabilidade, o iPhone 11 conta com uma barreira de segurança adicional conhecida como PAC (Pointer Authentication Codes). O PAC dificulta o processo de exploração, mas não o inviabiliza completamente, exigindo técnicas mais sofisticadas dos invasores.

É importante notar que nem todos os iPhones estão em risco. Aparelhos mais antigos, como o iPhone X, que utiliza o chip A11, não são afetados por essa brecha. Isso ocorre porque o driver USB do A11 reseta manualmente após o recebimento de cada pacote de dados, impedindo a sequência de confusão que o exploit explora. Da mesma forma, os celulares com chips A14 em diante, a partir do iPhone 12, estão totalmente protegidos, pois a Apple implementou um sistema de proteção que corrige o problema.

Ao explorar essa brecha, um invasor pode rebaixar temporariamente os níveis de segurança do aparelho, permitindo a inicialização de qualquer software não assinado pela Apple. Isso abre portas para a instalação de firmwares personalizados, sistemas operacionais alternativos ou até mesmo malware persistente. Contudo, a boa notícia é que o chip Secure Enclave, responsável por armazenar dados biométricos e chaves de segurança críticas, não foi violado diretamente por este exploit, mantendo informações sensíveis relativamente seguras.

A Paradigm Shift informou que, antes de tornar suas descobertas públicas, relatou detalhadamente a vulnerabilidade à equipe de Segurança de Produtos da Apple. A empresa de segurança trabalhou em conjunto com a Apple para garantir uma divulgação coordenada dos resultados, um procedimento padrão na indústria para permitir que os fabricantes se preparem para as implicações de tais revelações.

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