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Como é o drone marítimo de 454 kg que salvou militares em operação inéditaUm drone marítimo da Marinha dos Estados Unidos participou do resgate de dois militares após a queda de um helicóptero próximo ao Estreito de Hormuz, no Oriente Médio. A operação colocou os holofotes sobre o Corsair, uma embarcação autônoma usada pelos EUA em missões navais. O que aconteceuO protagonista da missão foi o Corsair. Consiste em um drone marítimo operado pela Marinha americana que ajudou a salvar dois militares após a queda de um helicóptero Apache nas proximidades do Estreito de Hormuz, uma das regiões mais estratégicas e tensas do planeta. O episódio ocorreu na noite de 8 de junho (horário da costa leste dos EUA).
Na data, um helicóptero de ataque AH-64 Apache do Exército americano caiu próximo à costa de Omã durante uma missão de patrulha em águas da região. Os dois militares a bordo foram resgatados em cerca de duas horas por forças dos Estados Unidos. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), permanecem em condição estável. As causas do incidente ainda estão sendo investigadas. Como foi o resgateDois tripulantes permaneceram no mar por cerca de duas horas até serem localizados pelo Corsair.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a embarcação autônoma é operada pela Força-Tarefa 59, unidade da Marinha especializada em drones e inteligência artificial. O drone os recolheu e os transportou para outro local na água, onde eles foram içados para um helicóptero para transporte posterior. Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, à imprensaApós serem retirados da água, os militares foram levados de helicóptero para atendimento. De acordo com o comando americano, ambos estavam em condição estável.
“Os soldados foram resgatados com segurança em aproximadamente duas horas e estão em condição estável. A causa do incidente está sob investigação”, informou o Centcom em comunicado. O que é o CorsairFabricado pela empresa americana Saronic Technologies, o Corsair é uma embarcação autônoma de superfície projetada para operar sem tripulação a bordo. De acordo com a fabricante, o veículo tem 24 pés de comprimento, o equivalente a cerca de 7,3 metros, e pode transportar até 1.000 libras (454 quilos) de carga. O drone tem autonomia superior a 1.000 milhas náuticas, ou aproximadamente 1.850 quilômetros.
Ele atinge a velocidade máxima de 35 nós, o equivalente a cerca de 65 km/h. O Corsair está pronto para fornecer capacidades multimissão de forma rápida e em larga escala em qualquer parte do mundo. SaronicO resgate marca mais um passo da estratégia americana de ampliar o uso de sistemas não tripulados em operações militares. O Corsair integra a Task Force 59, criada em 2021 no Bahrein para testar e incorporar drones marítimos e inteligência artificial às atividades da 5ª Frota dos Estados Unidos, responsável por áreas sensíveis como o Canal de Suez, o Estreito de Bab al-Mandeb e o Estreito de Hormuz. Embarcações desse tipo podem ser utilizadas também para vigilância, monitoramento de rotas marítimas, detecção de minas e apoio a operações militares.
A operação perto do Estreito de Hormuz marcou a primeira utilização conhecida do Corsair em um resgate real, colocando o drone marítimo no centro das atenções em meio à crescente adoção de sistemas autônomos pela Marinha dos Estados Unidos. O uso de embarcações autônomas tem se expandido nos últimos anos. A Marinha dos EUA já opera outros modelos não tripulados, como o Seahawk, o Sea Hunter e o Defiant, enquanto países como a Ucrânia demonstraram o potencial militar dessa tecnologia em operações contra navios russos no Mar Negro. O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário.
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