De ansiedade a musculação: Meta limita exibição de posts para adolescentes

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De ansiedade a musculação: Meta limita exibição de posts para adolescentes

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Tudo sobre Facebook ver mais A Meta anunciou, nesta terça-feira (02), novos recursos de segurança para limitar a exibição de conteúdo prejudicial para adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger. A iniciativa representa a primeira grande mudança de política da empresa após ter sido responsabilizada civilmente pela Justiça, em março, por causar danos a uma jovem por meio do design de suas plataformas. As novas ferramentas vão reduzir a frequência de publicações sobre temas como ansiedade, nutrição e musculação nos feeds dos jovens. Segundo a Meta, a medida expande o programa “Contas de Adolescentes”, criado em 2024, que torna as contas privadas automaticamente e concede mais controle aos pais e responsáveis. Pressionada pela Justiça, Meta expande sistema de classificação e aperta restrições em IAA empresa de Mark Zuckerberg enfrenta crescente pressão legal, acumulando milhares de processos movidos por pais, distritos escolares e procuradores-gerais.

Em março de 2026, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por prejudicar uma jovem com recursos como o feed infinito e filtros de beleza. No mesmo mês, um júri no Novo México ordenou que a Meta pagasse US$ 375 milhões (R$ 1,8 bilhão) por violar leis de proteção ao consumidor e permitir exploração sexual em suas redes sociais. Para conter a exibição massiva de conteúdos possivelmente sensíveis, a Meta está expandindo o seu sistema de classificação baseado em critérios de cinema para o Facebook e o Messenger, após implementá-lo no Instagram em outubro de 2025. Em comunicado, a companhia justificou que publicações sobre dietas e musculação podem até ser úteis, mas devem ser equilibradas com outros temas.

O objetivo dos testes atuais é evitar que adolescentes visualizem muitas postagens desse tipo consecutivamente. A Meta também detalhou os bastidores do desenvolvimento dessas políticas de moderação. A empresa declarou ter trabalhado em parceria com a Alice, organização focada em segurança e confiança digital, para medir a eficácia de suas ações.

Além disso, a big tech informou que contou com a ajuda de pais para avaliarem milhões de conteúdos, refinando os algoritmos de triagem automática das plataformas. O pacote de segurança atinge diretamente as ferramentas de inteligência artificial (IA) da empresa, que geram forte preocupação quanto ao impacto na saúde de usuários jovens. Em janeiro, a Meta já havia bloqueado o envio de mensagens de adolescentes para avatares de IA do Instagram.

Agora, as conversas diretas entre o público jovem e o chatbot geral Meta AI passam a seguir as mesmas restrições de conteúdo aplicadas ao sistema de classificação cinematográfica. (Essa matéria também usou informações do New York Times.) Pedro Spadoni Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal. Ver todos os artigos →

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