Dois em um: Lua Azul e microlua podem ser vistas na madrugada; saiba como

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Dois em um: Lua Azul e microlua podem ser vistas na madrugada; saiba como

📸 Créditos da imagem: Unsplash

Amantes da astronomia terão uma oportunidade única de observar um fenômeno celestial raro na madrugada deste domingo, dia 31. O evento combinará a chamada “Lua Azul” com uma “microlua”, oferecendo um espetáculo duplo no céu noturno.

A “Lua Azul” não se refere à cor do nosso satélite natural, mas sim a uma ocorrência específica: a segunda lua cheia dentro de um mesmo mês. Este fenômeno, que não é tão comum, geralmente acontece a cada um ano e meio ou dois anos. A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explica que isso ocorre porque o mês sinódico, o tempo médio entre duas luas cheias, é de aproximadamente 29,5 dias. Assim, em meses mais longos, como maio, se a primeira lua cheia ocorre logo no início, é possível que uma segunda lua cheia apareça no final do mesmo mês, como está acontecendo agora.

Complementando o espetáculo, teremos a “microlua”. Este termo é utilizado quando a lua cheia coincide com o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra, conhecido como apogeu. Consequentemente, a Lua parece ligeiramente menor no céu. Josina Nascimento detalha que uma microlua é considerada quando a Lua Cheia ou Nova ocorre a uma distância superior a 405.000 km da Terra. Em contraste, a “superlua” acontece quando a Lua está mais próxima da Terra, no perigeu.

A coincidência desses dois eventos, a Lua Azul e a microlua, é o que torna a observação deste domingo tão especial. Ambos os fenômenos estarão visíveis simultaneamente, proporcionando uma experiência astronômica singular.

Além da dupla ocorrência lunar, a Lua também aparecerá em proximidade com Antares, uma estrela avermelhada e a mais brilhante da constelação de Escorpião. O ápice dessa aproximação está previsto para o final da madrugada, adicionando mais um elemento fascinante ao cenário celeste.

Como observar o fenômeno

  • A observação pode ser feita a olho nu, sem a necessidade de equipamentos especiais.
  • A Lua deve surgir no horizonte leste por volta das 18h.
  • Permanecerá visível durante toda a noite.
  • Desaparecerá por volta das 6h da manhã de 1º de junho.
  • O melhor horário para observação é perto da meia-noite, quando a Lua atinge sua posição mais alta no céu.
  • É importante considerar que a visibilidade pode ser afetada por condições climáticas, como muitas nuvens, e pela poluição luminosa local.

A origem do nome “Lua Azul” carrega uma história interessante. Segundo Josina Nascimento, o termo remonta a uma erupção vulcânica ocorrida no início do século XIX. Naquela época, a atmosfera ficou carregada com partículas de um tamanho específico que permitiam a passagem de mais coloração azul, fazendo com que a lua cheia realmente adquirisse um tom azulado. O nome, então, permaneceu, mesmo que hoje não se refira à cor real do satélite.

A coincidência de uma Lua Azul e uma microlua é, de fato, um evento raro. Gabriel Hickel, astrônomo parceiro do Observatório Nacional, reforça que “elas raramente coincidem”. Enquanto uma nova Lua Azul só deve ocorrer novamente em dezembro de 2028, as microluas são mais frequentes, aparecendo de duas a três vezes por ano, com a próxima prevista para 29 de junho.

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