📸 Créditos da imagem: freepik/Freepik
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Pela primeira vez, células-tronco derivadas de embriões conseguiram restaurar a produção de insulina em pacientes com diabetes tipo 1, apontam ensaios clínicos recentes.
Como funciona no diabetes tipo 1
No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, responsáveis por produzir insulina.
Avanços na pesquisa
Em um estudo da Vertex Pharmaceuticals, 12 pacientes receberam transplante de células beta produtoras de insulina cultivadas em laboratório.
O resultado: 10 deles (83%) interromperam completamente as injeções de insulina em apenas seis meses.
Um caso ainda mais impressionante veio da China. Pesquisadores reprogramaram células de gordura de um paciente com diabetes tipo 1 em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), depois as transformaram em células beta e as transplantaram sob o músculo abdominal do próprio paciente.
Setenta e cinco dias após a cirurgia, ele já não precisava mais de insulina. O efeito se manteve por pelo menos 12 meses.
O que são células-tronco
O corpo humano adulto tem cerca de 30 trilhões de células, todas originadas de aproximadamente 100 células-tronco nos primeiros dias de desenvolvimento embrionário.
Essas células são chamadas de pluripotentes porque podem se transformar em qualquer tipo celular.
Desafios e perspectivas
Os pacientes recebem drogas imunossupressoras para evitar a rejeição, mas os efeitos colaterais são graves e muitas vezes superam os benefícios.
Pesquisadores buscam alternativas: cápsulas protetoras que isolam as células, ou modificações genéticas que permitem que as células se “escondam” do sistema imunológico.
A promessa das células geneticamente editadas foi demonstrada em um estudo no ano passado.
Pesquisadores transplantaram células editadas em um paciente com diabetes tipo 1 sem usar qualquer imunossupressor.
O resultado: o paciente não apresentou resposta imune às células, que sobreviveram, secretaram insulina e melhoraram o controle glicêmico por 12 semanas.
Conclusão
Células-tronco oferecem um kit de ferramentas extraordinário para a ciência e a medicina.
Pesquisadores estão cada vez mais aptos a converter essas células pluripotentes em tecidos especializados, e os primeiros ensaios clínicos bem-sucedidos já são uma realidade.
No entanto, as terapias ainda são experimentais e não foram aprovadas por órgãos reguladores.
Pacientes devem ter cautela com tratamentos não aprovados e sempre consultar profissionais de saúde antes de participar de ensaios clínicos.
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