Nova espécie de microrganismo é identificada em vulcão ativo na Antártida por brasileiras

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Nova espécie de microrganismo é identificada em vulcão ativo na Antártida por brasileiras

📸 Créditos da imagem: Arquivo pessoal

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Pesquisadoras do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma nova espécie de arqueia em um vulcão ativo na Antártida.

O microrganismo unicelular da família Pyrodictiaceae foi encontrado em uma fumarola da Ilha Deception, local onde gases quentes de origem vulcânica escapam do solo em temperaturas que ultrapassam os 100°C, apesar de o ambiente ao redor ser cercado por gelo e neve.

O material genético da arqueia foi recuperado a partir de amostras coletadas em sedimentos da fumarola e, posteriormente, analisado por meio de ferramentas de sequenciamento e reconstrução genômica.

Descoberta da Pyroantarcticum pellizari

A nova espécie recebeu o nome de Pyroantarcticum pellizari, em homenagem à professora Vivian Pellizari, considerada pioneira no Brasil nos estudos de microrganismos que vivem em condições extremas.

A identificação do microrganismo foi possível por meio da técnica de montagem de metagenome-assembled genome (Mags), que permite reconstruir genomas a partir de dados de sequenciamento obtidos diretamente de amostras ambientais, sem necessidade de cultivo prévio em laboratório.

Reconstrução genética permitiu descoberta

A análise genética permitiu identificar relações de parentesco entre organismos e também inferir atividades metabólicas e possíveis comportamentos.

As pesquisadoras também identificaram proteínas relacionadas à adaptação ao calor extremo, incluindo a girase reversa, proteína capaz de impedir que o DNA se desnature em altas temperaturas.

Genoma revelou mecanismos de adaptação do microrganismo

O genoma obtido oferece informações relevantes sobre o potencial da vida microbiana em ambientes extremos, tema considerado importante para pesquisas em astrobiologia, bioprospecção microbiana e estudos sobre mudanças climáticas em ecossistemas polares.

A equipe pretende retornar futuramente à Ilha Deception para realizar novas coletas na fumarola e tentar cultivar a espécie em laboratório.

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