📸 Créditos da imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
No fim da década de 1960, um engenheiro paulista ousou desafiar um mercado globalmente bem estabelecido para realizar um sonho de ter a própria montadora de carros. O resultado foi a Gurgel, que se tornou referência no setor e lançou modelos que marcaram a indústria nacional.
Quem foi João Gurgel?
O empresário João Augusto Conrado do Amaral Gurgel nasceu em 1926. Apaixonado por veículos, ele consertava bicicletas e carrinhos de brinquedo quando jovem, com a paixão virando carreira ao entra para uma faculdade de Engenharia Mecânica na Universidade de São Paulo (USP).
Os primeiros passos da Gurgel
Em 1949, perto de se formar, apresenta como conclusão de curso o “Tião”, um carro totalmente fabricado e montado no Brasil. O professor, porém, aconselhou ele de que “carro não se fabrica, se compra” no país. João mudou o projeto e pegou o diploma, mas nunca se esqueceu do desafio.
Os primeiros modelos da Gurgel
O primeiro carro da montadora foi o buggy Ipanema, com fibra de vidro e boa capacidade para vários terrenos — fator importante em um Brasil ainda longe de ter o asfalto como realidade em muitas cidades. Em 1975 e expandindo, é inaugurada uma grande fábrica da Gurgel em Rio Claro, São Paulo, que vai expandir a ainda modesta linha de montagem da marca.
Os carros elétricos da Gurgel
João Gurgel era contra o uso de álcool como combustível de automóveis, mas apostava na eletricidade uma possibilidade viável. Quando duas crises na indústria do petróleo preocuparam a indústria, ele colocou em prática uma ideia ainda mais ousada: um carro elétrico.
Desafios enfrentados pela Gurgel
Ao longo dos anos, a Gurgel enfrentou vários desafios, incluindo a concorrência de outras montadoras estrangeiras e a falta de financiamento. Em 1991, a empresa começa a pedir empréstimos a bancos pra sobreviver e, no ano seguinte, segue adquirindo equipamentos de forma adiantada para montar uma fábrica no Ceará.
O legado da Gurgel
João Gurgel morreu em 30 de janeiro de 2009 por complicações do Alzheimer. O legado dele e essa construção do zero virou livros e documentários, vários deles disponíveis gratuitamente em plataformas como o YouTube.
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