📸 Créditos da imagem: Mat Hayward/Getty Images
Uma comitiva de peso, liderada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a caminho da China, com a presença confirmada de alguns dos mais proeminentes líderes do setor de tecnologia e indústria. Entre os nomes que acompanharão o republicano, destacam-se Tim Cook, CEO da Apple, e Elon Musk, chefe da Tesla, em uma viagem que promete movimentar as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
A delegação, que partiu rumo a Pequim nesta terça-feira, 12 de novembro, inclui também representantes de outras gigantes americanas, como a Boeing e a Meta. As reuniões de alto nível entre as autoridades americanas e chinesas estão agendadas para quinta-feira, 14, e sexta-feira, 15 de novembro, com uma agenda repleta de discussões estratégicas.
Quem vai acompanhar Trump na viagem à China?
Além dos já mencionados Elon Musk e Tim Cook, a lista de executivos que integrarão a comitiva presidencial é extensa e abrange diversos setores cruciais da economia americana. A divulgação dos nomes confirmou a presença dos seguintes líderes:
- Kelly Ortberg (Boeing)
- Larry Culp (GE Aerospace)
- Dina Powell McCormick (Meta)
- Larry Fink (BlackRock)
- Stephen Schwarzman (Blackstone)
- Michael Miebach (Mastercard)
- Ryan McInerney (Visa)
- Sanjay Mehrotra (Micron)
- Cristiano Amon (Qualcomm)
- Brian Sikes (Cargill)
- Jacob Thaysen (Illumina)
- Jim Anderson (Coherent)
Curiosamente, a lista de convidados notáveis apresenta algumas ausências. Jensen Huang, CEO da Nvidia, empresa que desempenha um papel central na corrida pela liderança em inteligência artificial, não foi convidado. A justificativa, segundo fontes próximas à Casa Branca, é que o foco principal do encontro estará em setores como aviação comercial e agricultura, e não em IA.
Outra ausência relevante é a de Chuck Robbins, CEO da Cisco. Embora tenha recebido um convite da Casa Branca para participar da viagem à China, Robbins não poderá comparecer devido à divulgação dos resultados financeiros de sua empresa, que ocorrerá ainda esta semana, impossibilitando sua participação na delegação.
O que será discutido?
Encontros de tal magnitude, envolvendo líderes de estado e executivos de grandes corporações, são tradicionalmente palcos para o anúncio de importantes acordos comerciais e aquisições. A pauta desta viagem não será diferente, com a Boeing figurando como um dos pontos centrais das negociações.
A fabricante americana de aeronaves tem um contrato em estágio avançado com a China para a venda de 500 aviões 737 Max, além de dezenas de jatos de larga fuselagem equipados com motores da GE. Este potencial acordo, que ainda precisa ser finalizado, representaria o primeiro grande negócio da Boeing com o país asiático desde 2017, marcando uma retomada significativa nas relações comerciais do setor.
Além da aviação, as conversas devem abordar temas cruciais como agricultura e energia. Espera-se que sejam anunciadas medidas para facilitar o comércio e os investimentos recíprocos entre as duas nações. Adicionalmente, há a possibilidade de que os líderes das duas superpotências debatam a prorrogação de uma trégua na guerra comercial, um tema de grande impacto na economia global.
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