O Wi-Fi começou a encontrar seus limites: pesquisadores criam sistema sem fio com luz capaz de atingir 362 Gbps e consumir menos energia

📡 Fonte: Gizmodo 🏷️ Inovação 🤖 Auto
O Wi-Fi começou a encontrar seus limites: pesquisadores criam sistema sem fio com luz capaz de atingir 362 Gbps e consumir menos energia

📸 Créditos da imagem: © Unsplash

📸 Créditos da imagem: © Unsplash

En um cenário onde a demanda por conectividade sem fio cresce exponencialmente, o Wi-Fi tradicional começa a mostrar seus limites. Com a proliferação de smartphones, televisores inteligentes, notebooks, assistentes virtuais, consoles de videogame e sistemas de casa inteligente, as redes atuais enfrentam desafios como interferência, congestionamento e um consumo energético considerável.

Diante dessa realidade, um grupo de pesquisadores britânicos apresentou uma inovação promissora: um sistema de comunicação sem fio baseado em luz, capaz de atingir velocidades impressionantes de até 362,7 gigabits por segundo. O estudo, publicado na prestigiada revista científica Advanced Photonics Nexus, posiciona essa nova tecnologia entre as mais rápidas formas de comunicação sem fio já demonstradas em ambientes internos.

Embora a intenção não seja substituir completamente o Wi-Fi existente, os resultados sugerem uma transformação significativa na internet doméstica e corporativa nos próximos anos, com a luz desempenhando um papel central na transmissão de dados.

Como funciona a internet transmitida por luz

Diferentemente do Wi-Fi convencional, que se baseia em ondas de rádio para a transmissão de dados, o novo sistema emprega a comunicação óptica sem fio. Isso significa que as informações são enviadas por meio de feixes de luz extremamente rápidos e precisos, em vez de sinais de rádio.

O componente central dessa tecnologia é um chip compacto, equipado com pequenos lasers conhecidos como VCSELs (Vertical Cavity Surface Emitting Laser). Esses lasers já são amplamente utilizados em data centers e sistemas avançados de comunicação, mas foram agora adaptados para criar uma rede sem fio de altíssima velocidade.

Nos experimentos conduzidos pelos pesquisadores, foi utilizada uma matriz de lasers organizada em um formato 5×5. Embora o sistema contasse com 25 emissores, apenas 21 foram ativados simultaneamente durante os testes. Cada laser demonstrou a capacidade de transmitir entre 13 e 19 Gbps, resultando na velocidade combinada de 362,7 Gbps em uma distância de aproximadamente dois metros. Para contextualizar, as conexões Wi-Fi domésticas modernas operam em velocidades significativamente inferiores, especialmente quando múltiplos dispositivos estão conectados.

O problema que o novo sistema tenta resolver

O avanço de tecnologias como streaming em alta definição, chamadas de vídeo e computação em nuvem impulsionou drasticamente a demanda por largura de banda. Em ambientes com muitos aparelhos conectados, como escritórios, aeroportos, shopping centers ou apartamentos inteligentes, as redes Wi-Fi frequentemente sofrem com instabilidades e perda de desempenho.

Além da questão da largura de banda, há um problema crescente e cada vez mais relevante: o consumo de energia. Data centers e sistemas de conectividade já representam uma parcela considerável do gasto elétrico global, e a busca por alternativas mais eficientes tem sido uma prioridade para especialistas há anos.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o novo sistema óptico consome cerca de 1,4 nanojoule por bit transmitido. Isso representa aproximadamente metade do consumo energético de tecnologias Wi-Fi comparáveis atualmente. Embora essa redução possa parecer modesta à primeira vista, sua importância se torna imensa quando aplicada em larga escala, especialmente em locais com milhares de conexões simultâneas.

Menos interferência e mais estabilidade

Um dos grandes desafios da comunicação baseada em luz é evitar que os diferentes feixes interfiram uns nos outros. Para superar essa barreira, os pesquisadores desenvolveram um sistema óptico que direciona cada sinal para áreas específicas, utilizando microlentes e uma distribuição organizada em grade.

O resultado foi uma uniformidade de iluminação superior a 90%, além da capacidade de manter múltiplas conexões funcionando simultaneamente dentro do mesmo ambiente. Na prática, isso significa que diferentes dispositivos poderiam receber sinais independentes sem competir entre si, um problema comum em redes Wi-Fi congestionadas.

O Wi-Fi vai desaparecer?

Apesar do impacto revolucionário do estudo, os próprios cientistas esclarecem que a proposta não é eliminar completamente o Wi-Fi tradicional. Pelo menos por enquanto, a ideia é que essa nova tecnologia atue como um complemento.

A expectativa é que sistemas ópticos como este sejam empregados para aliviar o tráfego das redes convencionais em locais com alta demanda de dados. Escritórios, universidades, hospitais, aeroportos e até mesmo residências inteligentes poderiam combinar a comunicação via rádio e via luz para distribuir melhor as conexões e otimizar o desempenho.

Ainda existem desafios a serem superados antes de uma adoção comercial ampla, principalmente relacionados à distância de transmissão, à superação de obstáculos físicos e à adaptação da infraestrutura existente. Contudo, o estudo reforça uma tendência que tem ganhado força nos últimos anos: a de que a próxima grande revolução da internet sem fio pode não vir de antenas mais potentes, mas sim da própria luz.

📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).
⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).