📸 Créditos da imagem: Rebeca Figueiredo/Ctrl+Z
A CTRL+Z é uma organização não governamental (ONG) criada para oferecer suporte jurídico a usuários e um caminho para denúncias internas de interesse público.
Quem é a CTRL+Z?
Idealizada por Daniela da Silva, ex-diretora do WhatsApp no país, e pela jornalista Tatiana Dias, a iniciativa foca em empresas que dominam o mercado digital, como Meta, Google, Apple, Amazon e Microsoft.
Como funciona a CTRL+Z?
O projeto, ainda em fase de testes, se posiciona como um escudo para o cidadão que se sentir desamparado diante do que, no seu entendimento, for decisão corporativa arbitrária ou falha técnica graves.
Proteção do usuário e do denunciante
- O foco imediato da CTRL+Z é resolver problemas que travam a vida digital do cidadão, como contas suspensas injustamente, vazamento de dados pessoais ou perfis hackeados.
- Para denunciar, o usuário deve acessar o site da ONG, relatar o problema e, se desejar, solicitar o auxílio (sem custos) de um advogado.
- A CTRL+Z se recusa a usar ferramentas das próprias gigantes, como o Google Forms, para impedir que as empresas monitoradas tenham acesso ao conteúdo das queixas.
- Em vez disso, o sistema utiliza criptografia de ponta a ponta, o que garante que apenas a equipe da ONG e o remetente consigam ler as informações enviadas.
Programa #VazaBigTech
- Outra frente importante é o programa #VazaBigTech, voltado para funcionários que queiram revelar negligências ou práticas obscuras de interesse público.
- Para garantir o anonimato total e evitar rastreamento, a organização recomenda o uso do navegador Tor para o envio dessas denúncias.
Criação da ONG
A criação da ONG é um desdobramento da saída de Daniela da Silva da Meta, ocorrida no começo de 2025.
A executiva, que comandava as políticas públicas do WhatsApp no Brasil, pediu demissão após o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, encerrar programas de checagem de fatos e sinalizar um alinhamento político que, para ela, é incompatível com os valores de integridade do app.
Agora, a CTRL+Z busca consolidar uma cultura de responsabilização no setor de tecnologia.
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