Vírus disfarçado usa Android para roubar dados de celulares

📡 Fonte: Olhar Digital 🏷️ Segurança 🤖 Auto
Vírus disfarçado usa Android para roubar dados de celulares

📸 Créditos da imagem: Observatório Nessuno

Vírus disfarçado usa Android para roubar dados de celulares

Um novo caso envolvendo softwares de vigilância governamental acendeu um alerta entre especialistas em segurança digital. Pesquisadores identificaram um vírus para Android, batizado de Morpheus, que se disfarça de aplicativo de atualização do sistema para infectar dispositivos e coletar dados sensíveis dos usuários.

Método de infecção

De acordo com a análise, o Morpheus utiliza uma estratégia considerada mais simples em comparação a ferramentas de espionagem sofisticadas. Em vez de explorar falhas invisíveis no sistema, o malware depende da engenharia social para enganar as vítimas e induzi-las a instalar o software por conta própria.

Como funciona o vírus

O método de infecção envolve a colaboração de operadoras de telefonia. Os pesquisadores apontam que, em alguns casos, o acesso à internet móvel do alvo era interrompido intencionalmente. Em seguida, a vítima recebia uma mensagem SMS solicitando a instalação de um suposto aplicativo de atualização para restaurar a conexão – justamente o vírus.

Consequências

Uma vez instalado, o Morpheus explora recursos de acessibilidade do Android para interagir com o sistema e capturar informações. O software simula processos legítimos, como atualizações e reinicializações, para reduzir suspeitas.

Relação com a IPS

Os pesquisadores classificaram o Morpheus como uma solução de “baixo custo”, especialmente quando comparada a ferramentas avançadas utilizadas por empresas do setor. A investigação aponta que a alta demanda por esse tipo de tecnologia por parte de agências de segurança e inteligência impulsiona o surgimento de empresas que atuam fora do radar público.

Categorias

Segundo o Osservatorio Nessuno, há indícios de que o Morpheus esteja ligado à IPS, uma empresa italiana que atua há mais de três décadas no fornecimento de soluções de interceptação legal para governos.

Privacidade em risco

A associação foi feita a partir da análise da infraestrutura do malware, incluindo endereços IP, e fragmentos de código com termos em italiano, como “Gomorra” e até a palavra “espaguete”.

Conclusão

A IPS afirma operar em mais de 20 países e lista forças policiais italianas entre seus clientes, embora não mencione publicamente o spyware.

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